vídeo interativo

6 passos para implementar o vídeo interativo em ações de aprendizagem

 

É natural que todos fiquemos empolgados com novas tecnologias e suas possibilidades. Entretanto, é importante ter cuidado e não ignorar alguns conceitos básicos que podem impactar diretamente o sucesso da iniciativa.

Nesse artigo abordaremos alguns passos importantes para o desenho e a implementação assertiva do vídeo interativo em ações de aprendizagem.

Vamos iniciar abordando quatro princípios que devemos ter em mente quando decidimos desenhar e implementar uma solução de vídeo interativo par solucionar um desafio de aprendizagem.

  • Quem aprende deve estar no foco primário da instrução fornecida.
  • A interatividade e o “fazer” são fundamentais para garantir a retenção do conhecimento.
  • O trabalho em grupo pode potencializar os resultados de aprendizagem.
  • É essencial trazer situações e problemas reais para o programa de aprendizagem.

O vídeo interativo é uma opção mais sofisticada do que outros formatos mais tradicionais, mas algumas barreiras para a sua implementação estão cada vez menores, sobretudo no que diz respeito à sua distribuição via Internet (o que depende de conexões estáveis e velozes) e aos custos de produção.

Mesmo que atualmente a Internet de alta velocidade já esteja disponível para o seu público-alvo, ainda assim existem outros fatores que farão muita diferença na qualidade da experiência de aprendizagem dos seus alunos.

O primeiro passo é escolher a melhor abordagem para o vídeo considerando o assunto e o perfil do público a ser treinado. Estudos apontam que uma linguagem mais informal e em tom de conversação pode gerar melhores resultados quando o objetivo é ensinar.

Gravações em primeira pessoa que colocam o aluno como protagonista do vídeo ou cenas que demonstram situações específicas são formatos que normalmente geram melhores resultados do que um vídeo simples com alguém explicando conceitos. Na realidade uma cabeça falante pode ser substituída por uma voz de fundo que será suficiente para transmitir o que se deseja.

O segundo passo é ter certeza de que o seu ambiente tecnológico é capaz de suportar a interatividade. Lembre-se, estamos falando de um vídeo com interatividade, ou seja, frequentemente o aluno deverá tomar decisões específicas. São essas ações que fazem com que o aluno saia de um estado passivo (recebendo informações) para um estado ativo que o obriga a processar informações, raciocinar e decidir.

Essa interatividade deverá ser suportada tanto pelo conteúdo de aprendizagem como pela plataforma tecnológica que a executa.

Quanto melhor for o desenho instrucional do vídeo interativo, melhor será o encadeamento entre conceitos e interações, o que na prática resultará em maior identificação e engajamento pelo aluno. Se o vídeo for capaz de demonstrar as consequências de uma determinada ação cria-se então uma experiência capaz de simular situações reais o que aproxima muito mais o aluno do curso.

Dessa maneira nós cobrimos o terceiro passo que consiste em dar um certo nível de controle ao aluno, seja por meio das decisões tomadas em situações ou momentos específicos, através de uma navegação mais aberta por módulos ou pela adoção de perguntas que lhe permitam simplesmente pular tópicos que já sejam de seu domínio.

Um quarto passo a ser considerado trata de uma estratégia para combater o esquecimento dos conceitos ensinados. O cérebro humano somente retém o conhecimento de verdade quando temos a oportunidade de aplica-lo de forma prática e constante durante um período de tempo, e não estamos falando de horas, mas de uma sequência de dias.

É normal que uma pessoa se esqueça de até 70% do que foi ensinado em um treinamento após 24 horas, seja ele on-line ou presencial. Por isso a retenção do conhecimento dependerá de como e quando um aluno aplicará tais conhecimentos nos dias subsequentes ao curso. Uma boa estratégia pode ser segmentar o seu treinamento para que ele seja realizado gradativamente ao longo de uma semana, um pouco por dia.

O quinto passo é medir os resultados. Nesta dimensão é importante monitorar a taxa de evasão (alunos que não completaram o curso), a opinião de quem concluiu ou fez boa parte do curso (feedback dos alunos sobre linguagem, formato e duração), rastrear o aproveitamento dos alunos (prova de conhecimento) e medir a eficácia do treinamento depois de um tempo (o quanto os alunos passaram a aplicar o que aprenderam nas suas atividades diárias).

Um sexto passo, que acaba sendo mais comumente aplicado em programas acadêmicos do que nos corporativos, é promover uma aprendizagem colaborativa em grupos. Isso pode ser viabilizado de várias maneiras (fóruns de colaboração, listas de discussão, reuniões, peer-review de tarefas específicas, etc.).

Uma tendência é reconhecer os participantes que colaboram com mais frequência e/ou qualidade aplicando técnicas de Gamification que possam gerar maior engajamento e motivação. Muitas plataformas de aprendizagem já oferecem recursos que suportam esse tipo de abordagem.

Antes de concluirmos esse artigo vale a pena destacarmos um paradigma que muitas vezes impede ou inibe a implementação de programas de aprendizagem em formatos de vídeo: a excessiva preocupação com a produção.

É claro que uma produção mais sofisticada envolve custos (equipamentos, equipe, estúdio, atores, etc.) e torna um projeto desse tipo mais caro, mas atualmente é perfeitamente possível produzir vídeos com uma qualidade suficientemente boa para garantir que as pessoas aprendam (afinal, não é esse o objetivo?).

A partir de um certo nível de qualidade a produção dos vídeos pouco irá interferir no quanto um aluno irá aprender. Isso significa que é possível alcançar ótimos resultados de aprendizagem mesmo com vídeos produzidos de forma mais simples ou rápida, otimizando inclusive o seu orçamento para viabilizar novos treinamentos.

Referência: Learning Solutions Magazine – Six Steps to Collaborative, Interactive Video

Equipe Clarity Solutions

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Case de Sucesso – Vídeo interativo da SKY é premiado em São Paulo

Projeto de treinamento desenvolvido pela Clarity Solutions em 2014 foi reconhecido por sua qualidade e grau de inovação.

A SKY foi premiada durante o Prêmio Learning & Performance Brasil 2015/2016, realizado em São Paulo, na categoria Referência Nacional, pelo seu projeto “Quiz Show de Ética” desenvolvido em 2014 em parceria com a Clarity Solutions.

Por se tratar de um tema de grande importância para a SKY, a companhia optou por desenvolver uma nova versão do Programa de Ética em 2014 tendo como base um formato inovador que pudesse transformar o modo de aprender de seus colaboradores.

“Nosso desafio era o de inovar e engajar todo o nosso público para a realização do curso anual de ética. Nesse sentido, o formato de vídeo interativo foi fundamental para o sucesso do treinamento Quiz Show de Ética” afirma Marco Fincatti, Diretor Adjunto de Desenvolvimento da SKY.

“Isso nos pois permitiu conhecer de maneira clara e envolvente os princípios éticos que regem a organização.  Longe de ser cansativo ou redundante, o treinamento se mostrou bastante moderno e dinâmico, facilitando a fixação do conteúdo”, reforça Fincatti.

O formato de vídeo interativo foi sugerido pela Clarity Solutions que, por meio de consultoria,  apoiou a SKY em todas as etapas de produção e desenvolvimento. A SKY aplicou com sucesso o novo programa em 2014 e 2015 para todos os seus colaboradores.

O “Quiz Show de Ética” é apresentado por dois atores e inclui 13 cenas que reproduzem situações de conflito, possíveis de acontecer em qualquer ambiente de trabalho, e que convidam o colaborador SKY a decidir como agir de acordo com o Código de Ética da companhia.

“O vídeo interativo é uma ótima opção de formato, pois eleva a experiência de quem está aprendendo por meio de desafios e elementos de interatividade”, afirma Renato Palácio, gerente de conteúdos da Clarity Solutions.

“As atuais condições tecnológicas para produzir e entregar cursos neste formato são totalmente favoráveis e não necessariamente envolvem grandes investimentos. É possível criar vídeos muito interessantes, eficazes e engajadores nesse formato”, segundo Palácio.

A Clarity Solutions tem desenvolvido projetos de vídeo interativo semelhantes para os seus demais clientes, incluindo indústrias, como a farmacêutica e a varejista.

Caso queira conhecer mais sobre o assunto leia o artigo “O uso do vídeo interativo no e-Learning”.

Equipe Clarity Solutions

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Tendência #7: O Vídeo se Transformará em Formato Padrão para Treinamento

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Chegamos ao 7º tema da nossa série sobre as tendências para o mercado de treinamento até 2020. Essa semana nós vamos abordar a consolidação do uso do vídeo em projetos de capacitação e aprendizado.

Basta observar o que as organizações tem aplicado em termos de recursos educacionais nos últimos anos para perceber o crescimento do uso do vídeo, seja em projetos acadêmicos, seja em projetos corporativos.

Essa é uma tendência em crescimento e que se intensificará nos próximos anos. Vários motivos podem explicar porque o vídeo se transformará em um formato preferencial nos próximos anos quando o assunto for ensinar.

Primeiramente, é fato que o ser humano é muito mais atraído por conteúdos visuais e dinâmicos do que conteúdos baseados em leitura. Nada melhor do que o vídeo para atrair a nossa atenção. Além disso, a maioria de nós é “treinada” e estimulada desde criança a gostar desse formato. Quando crianças já somos colocados à frente da televisão e o formato de vídeo se transforma ao longo do tempo em algo muito familiar, interessante e de fácil assimilação, independente do conteúdo que esteja sendo transmitido. Resumindo, os nossos cérebros naturalmente preferem o formato em vídeo quando já estamos na fase adulta.

Um segundo aspecto importante é que também preferimos naturalmente conteúdos que sejam concisos e objetivos ao invés de conteúdos extensos e complexos. Isso está cada vez mais presente no nosso dia a dia. Estamos cada vez menos dispostos a investir o nosso tempo com conteúdos de longa duração. Tudo precisa ser dinâmico e rápido. O vídeo possibilita que grandes lotes de informação sejam transmitidos em pouco tempo.

Por que então o uso do vídeo no e-Learning só está apresentando esse crescimento recentemente? O formato em vídeo em si não é novidade. Há algumas décadas que o vídeo é usado para ensinar e treinar, seja através de programas educativos na televisão, seja através de pacotes em VHS ou DVD que podíamos assistir em casa ou no trabalho.

O crescimento do uso do vídeo na Internet coincide com dois importantes fenômenos relativamente recentes que minimizaram barreiras importantes pra essa popularização via web. O primeiro deles foi o acesso à Internet de alta velocidade pelas pessoas. Somente em 2013 o mercado de banda larga no Brasil cresceu 39% e nos próximos continuará a crescer, ou seja, cada vez mais pessoas estarão aptas a usufruir de conteúdos nesse formato via Internet.

O segundo fenômeno foi a facilidade crescente para gerar e compartilhar conteúdo em vídeo com qualidade. Câmeras e filmadoras melhoraram e se tornaram mais acessíveis para as pessoas. O celular passou a ser uma câmera capaz de capturar vídeos com alta qualidade. Para publicar ou compartilhar um vídeo no YouTube bastam alguns cliques. Resumindo, qualquer pessoa hoje á capaz de produzir conteúdos em vídeo e os colocarem à disposição para qualquer outra pessoa via web.

Obviamente que para garantir um aprendizado efetivo é necessário que os vídeos sejam produzidos dentro de uma estratégia educacional bem definida e adequada a cada público-alvo, em termos de linguagem, duração e formato. Um desafio para roteiristas e designers instrucionais será desenhar conteúdos em vídeo que sejam rápidos porém bons o suficiente para entregar a mensagem e o conhecimento que se espera, de forma objetiva e impactante.

No próximo artigo desta série especial nós traremos a oitava tendência para o mercado de treinamento até 2020. Ela diz respeito ao uso de apresentações voltadas para iniciativas de educação e capacitação. Boa leitura e até o próximo artigo!

Equipe Clarity Solutions

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