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Infográfico: 14 Estatísticas sobre o Mercado de e-Learning em 2014

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Estatísticas e estudos apontam que o mercado de e-Learning continua crescendo a passos largos em todo o mundo, inclusive no Brasil. A tendência de crescimento na adoção de soluções tecnológicas para suportar iniciativas para o desenvolvimento de pessoas pode ser percebida por meio de pesquisas que a evidenciam.

O infográfico abaixo apresenta 14 estatísticas que reforçam esta tendência em todo o mundo. Trata-se de um resumo que reúne constatações obtidas em diferentes pesquisas. Vale a pena conferir!

Infográfico 14 estatísticas e-Learning

Equipe Clarity Solutions

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iTunes U agora permite disponibilizar cursos on-line diretamente no iPad

Divulgada no final de junho, a versão 2 do iTunes U recentemente lançada permite que professores e autores disponibilizem conteúdos de aprendizado e cursos on-line diretamente no iPad.

Com a nova atualização do aplicativo os professores passam a ter recursos para a criação de cursos completos no iPad com as facilidades para adicionar conteúdos sofisticados do iWork, do iBooks Author ou qualquer um dos mais de 75 mil aplicativos educacionais já disponíveis para iPads.

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Além de facilitar o acesso pelos alunos aos conteúdos interativos, a promessa também inclui simplificar a comunicação entre alunos e professores seja através do envio de perguntas ou tarefas ou até mesmo notificações automáticas para acompanhar discussões.

Professores podem distribuir facilmente os seus materiais de classe ou tarefas para uma turma de alunos. Conteúdos criados usando o Pages, Numbers ou o Keynote também podem ser incorporados.

Mais informações técnicas podem ser encontradas (em inglês) na página do aplicativo no site da Apple.

Leia outros artigos relacionados:

 Referências:

  • MacMagazine.com.br
  • Apple.com

Equipe Clarity Solutions

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Tendência #10: O LMS como conhecemos se tornará obsoleto

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Completamos hoje a nossa série com 10 artigos sobre as tendências para o mercado de treinamento até 2020. Antecipadamente gostaríamos de agradecer a todos que acessaram, compartilharam e comentaram as informações que publicamos. Se você não teve a chance de ler todos os outros 9 artigos clique aqui para encontrá-los.

Vamos encerrar esta série com mais um tema que pode gerar polêmica e muita discussão. Vamos tratar da perspectiva de que o tradicional LMS se transforme em algo obsoleto ou sem grande utilidade nos próximos anos.

Na última década o LMS (Learning Management System) ou AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem) se tornou uma solução quase que obrigatória para as organizações. Existem milhares de soluções deste tipo em todo o mundo e certamente mais de uma centena delas só no Brasil.

Entretanto, o que se vê na prática é que um baixo percentual das organizações realmente consegue transformar o seu LMS em uma verdadeira ferramenta de gestão. Isso acontece em uma parte por causa das fragilidades e do nível de estagnação da maioria dos sistemas.

O que já se vê em muitos projetos é que as plataformas atualmente utilizadas não estão conseguindo evoluir no ritmo necessário para suportar as mais novas tendências e novos formatos aplicados para ensinar e aprender.

O crescimento da adoção de estratégias baseadas no aprendizado informal e no aprendizado colaborativo por meio de redes tem transformado o LMS tradicional em um obstáculo ou problema pela sua falta de capacidade para viabilizar tais estratégias e sobretudo permitir monitorar o que os participantes efetivamente fazem ou aprendem no âmbito informal.

O modelo antigo baseado no SCORM ainda direciona o funcionamento de muitas plataformas, “engessando” o processo para a geração e o compartilhamento do conhecimento e impossibilitando um aprendizado informal de verdade.

Quando pensamos em termos de conteúdos ou meios para a sua entrega, também podemos detectar as limitações de algumas plataformas LMS. Conteúdos de aprendizado em vídeo já são uma realidade e certamente a sua aplicação crescerá ainda mais nos próximos anos. As plataformas mais modernas devem estar preparadas para suportar esse formato de forma simples, ágil e a baixos custos. Já é possível encontrar plataformas LMS na nuvem (Cloud) que oferecem nativamente o streaming de vídeo sem nenhum tipo de cobrança adicional para o cliente com elevada performance e sem maiores dificuldades técnicas.

Outra tendência é o Mobile Learning ou aprendizado através de dispositivos móveis. Muitos fornecedores têm tentado adaptar ou até mesmo reinventar suas plataformas para permitir que seja possível utilizá-las através de um tablet ou smartphone garantindo o mesmo nível de experiência que já se obtém pelo computador. Plataformas mais antigas, desenvolvidas antes do advento do tablet e dos smartphones, demonstram naturalmente maiores limitações nesse quesito. Esse é um outro fator limitador para expandir as ações de aprendizado dado o contexto atual e dos próximos anos.

Alguns especialistas também acreditam que outras ferramentas já existentes e em evolução constante poderão extinguir o LMS em um futuro não muito distante. Basta analisar o que aconteceu nos últimos com as soluções de sala virtual e web conference. Atualmente muitas delas são gratuitas ou oferecidas a preços muito baixos.

Além disso, precisamos lembrar que as pessoas hoje procuram  simplicidade, sejam elas usuárias ou administradoras de plataformas. O nosso tempo é cada vez mais valioso e por isso plataformas complicadas, pouco amigáveis e de difícil implementação tendem a perder espaço rapidamente.

Se olharmos para a estratégia do Google e para a quantidade de ferramentas que compõem a sua arquitetura de soluções, não é muito difícil pensar que em alguns anos seja possível realizar boa parte do que fazemos hoje no LMS através de soluções gratuitas com elevado nível de integração e totalmente adaptadas às necessidades dos usuários. Isso seria capaz de tornar o LMS uma ferramenta totalmente obsoleta?

Nos EUA já é perceptível uma aproximação de universidades e corporações ao Google com interesse em testar e adotar suas soluções tecnológicas com o objetivo de suportar suas iniciativas de aprendizado digital.

E você? Acredita na possibilidade do LMS se transformar em algo obsoleto nos próximos anos? Boa leitura!

Equipe Clarity Solutions

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Pesquisa: Como as Pessoas Utilizam os seus Dispositivos Móveis

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Durante o primeiro trimestre de 2014 o portal e-Learning Guild realizou uma pesquisa com 651 participantes em mais de 22 países para entender como as pessoas interagem com os seus tablets e smartphones. No Brasil a pesquisa foi promovida e realizada pela Clarity Solutions que participou como observadora.

Essa pesquisa foi desenhada para identificar o comportamento das pessoas ao interagirem, através do toque, com os seus dispositivos móveis. A pesquisa foi realizada anonimamente, sem que as pessoas avaliadas soubessem da observação, para efetivamente garantir estatísticas reais e espontâneas.

A pesquisa permitiu aprender muito sobre esse assunto porém nesse artigo vamos procurar sumarizar as principais constatações.

Como as pessoas seguram e observam os seus dispositivos?

  • Pessoas com dispositivos menores como smartphones quase sempre os manuseiam nas mãos, sem qualquer tipo de apoio em mesas ou outras superfícies mesmo quando existe essa opção.
  • Pessoas com dispositivos maiores como tablets preferencialmente os utilizam apoiados em alguma superfície ou suporte e quando estão sentadas.

No gráfico abaixo é possível identificar que na medida em que o dispositivo móvel aumenta de tamanho, maior a frequência de posicionamento do mesmo sobre mesas ou superfícies para apoiá-lo durante o seu uso.

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Fonte: Pesquisa Portal eLearning Guild – Apoio no Brasil da Clarity Solutions

No gráfico abaixo é possível identificar também a postura das pessoas observadas em durante o uso do dispositivo. Novamente percebe-se que quanto maior o dispositivo menor a mobilidade durante o uso. As pessoas com tablets grandes os utilizam quase sempre sentados ou parados. Já no caso de aparelhos menores como smartphones o comportamento é diferente e a estatística se inverte.

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Fonte: Pesquisa Portal eLearning Guild – Apoio no Brasil da Clarity Solutions

A pesquisa também detalha o comportamento das pessoas em relação ao toque nos dispositivos, ou seja, se utilizam as duas mãos ao mesmo tempo enquanto digitam, e se o comportamento muda com dispositivos maiores e as variações dependendo da postura para manuseio dos mesmos.

Entender as preferências das pessoas quando essas interagem com os seus dispositivos é fundamental para desenhar e produzir aplicativos móveis que sejam de fácil utilização. Quando tratamos, por exemplo, sobre Mobile Learning é essencial pensar em usabilidade e contexto.

O estudo completo promovido pelo portal eLearning Guild está disponível no idioma inglês e para download pela Internet somente para membros associados. Mais informações podem ser obtidas na página: Making mLearning Usable: How We Use Mobile Devices

* Phablet: termo informal criado para designar dispositivos de telas sensíveis ao toque com mais de 5 e menos de 7 polegadas, que reúnem os recursos de um smartphone aos de um tablet.

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Como Criar um Mobile Learning Atrativo

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Na medida em que os dispositivos móveis se popularizam e se modernizam cresce também o interesse das organizações em torna-los ferramentas ou meios mais eficazes para elevar cada vez mais a produtividade e o aprendizado das pessoas.

Uma questão chave para garantir que a experiência através do Mobile Learning (ou Aprendizado através de Dispositivos Móveis) funcione de verdade é reconhecer que desenvolver tais tipos de conteúdos ou recursos é bem diferente do que desenvolver cursos para o aprendizado pelo computador.

As motivações de quem aprende, a sua disposição em investir tempo, as limitações para exibição de conteúdos e as facilidades ou dificuldades de conectividade são fatores que determinam a necessidade de pensar diferente quando o assunto é Mobile Learning.

Vamos apresentar abaixo algumas sugestões que visam garantir que o seu público-alvo crie em si mesmo a necessidade de usar um aplicativo ou conteúdo Mobile, e de busca-lo constantemente reconhecendo portanto o seu valor.

#1 Desenhe com foco no Dispositivo

Ao planejar e desenvolver um aplicativo ou curso em Mobile Learning pense sempre nas diferenças que existem entre dispositivos e plataformas. Pesquisar e entender os tipos de equipamentos que o seu público-alvo possui é o primeiro passo para seguir o caminho certo. Depois disso, não tente reinventar o que já foi testado e é recomendado por outras pessoas. Siga as orientações técnicas já compartilhadas sobre Apple ou Android e tente ser diferente ou criativo em termos de conteúdo e interatividade mas não arrisque em termos de interface.

#2 Mantenha a Simplicidade

Mantenha tudo da forma mais simples possível. Evite de todas as maneiras exagerar na quantidade de opções e recursos. O foco principal deve estar na funcionalidade e facilidade de uso. Invista também na atratividade visual do seu aplicativo ou conteúdo. As pessoas são automaticamente atraídas pelo visual, mas novamente: mantenha a simplicidade e não exagere para não confundir o usuário.

#3 Garanta a Conveniência

Novamente uma sugestão relacionada à simplicidade. Pense na conveniência do seu usuário em todos os momentos de interação com o seu aplicativo ou curso. Além de ser fácil de usar, é preciso que seja fácil de obter e acessar também. Se estivermos falando de algo complicado as pessoas logo desistirão. Pense em usar uma ferramenta de busca (desde que aplicável) e garanta sempre que o acesso à informação ocorra em no máximo dois toques.

#4 Permita que o seu usuário seja social

Permita que o seu usuário compartilhe algo através do seu aplicativo ou conteúdo. Isso poderá promover um aprendizado colaborativo e motivar o público atendido. Dependendo do contexto, adicione um plug-in do Facebook, permita que o usuário compartilhe telas diretamente no Instagram, ou simplesmente avise para a sua rede via twitter que concluiu uma atividade ou aprendeu algo importante. Esses mecanismos, se bem utilizados e dependendo do contexto, garantirão diversão para os usuários, e as pessoas aprendem mais quando se divertem.

#5 Tente personalizar ao máximo

Entenda e lembre-se sempre que as pessoas são diferentes apesar de usarem o mesmo tipo de dispositivo. Estude maneiras para que cada indivíduo possa personalizar a sua experiência dentro das possibilidades. É necessário que a pessoa tenha a percepção de que o aplicativo ou conteúdo pode ser adaptado por ela ou para ela. Uma estratégia muito interessante é sugerir temas ou recursos de acordo com o histórico de acessos do usuário. Essa “inteligência” do aplicativo ou curso certamente será percebida pelo público atendido.

#6 Motive o Retorno dos Usuários

Nesse tópico não estamos falando somente em ter um conteúdo atrativo ou relevante. Devemos pensar em mecanismos que realmente motivem o usuário a acessar o conteúdo ou aplicativo todos os dias. Isso pode significar uma contagem de pontos diária para quem acessa e que pode alimentar um ranking (gamefication) ou benefícios para quem entrou vários dias em seguida para interagir com o aplicativo ou conteúdo. A criatividade nesse tópico pode garantir um elevado impacto na taxa de adesão e manutenção de visitantes.

 

Referências: Tips To Creating A Compelling Mobile Experience” – The App Entrepreneur Portal

Equipe Clarity Solutions

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Tendência #3: O Mobile Learning vai crescer, mas não tão rapidamente quanto se pensa

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Nesse 3º artigo da nossa série especial vamos abordar o crescimento e as expectativas quanto ao Mobile Learning.

O Mobile Learning ou simplesmente o Aprendizado através de Dispositivos Móveis tais como smartphones e tablets é sem dúvida um dos modelos mais atraentes na atual indústria do treinamento. Entretanto, existem mais pessoas falando ou indagando a respeito do Mobile Learning do que efetivamente fazendo e aplicando o modelo na prática.

O fato é que o PC ainda é de longe o principal meio para a “entrega” de aprendizagem por meio de tecnologia, seja qual for o formato do conhecimento disponibilizado. Além disso, a maioria das organizações ainda nem começou a pensar sobre o uso de tablets pelos seus colaboradores, o que transforma o M-Learning em algo ainda mais distante.

Algumas organizações mais vanguardistas, de setores específicos como o farmacêutico e tecnologia, já vêm explorando o uso do Mobile para fins de desenvolvimento aqui no Brasil há alguns anos. Se olharmos para o resto do mundo nós encontraremos dados que ainda mostram que o Mobile Learning está engatinhando: segundo pesquisa realizada pela ASTD em 2012, menos de 2% dos participantes afirmaram utilizar o Mobile Learning como uma das formas para promover treinamento e desenvolvimento.

Isso significa que há um enorme espaço para o investimento em dispositivos móveis o que é uma ótima notícia para os fabricantes de tecnologia. Uma importante questão, porém para quem pretende investir neste tipo de modalidade de treinamento é ter certeza de que a tecnologia que temos nas mãos hoje será a tecnologia utilizada daqui a dois anos.

O uso geral do Mobile pelas pessoas ainda está muito ligado às mídias sociais, com crescimento proporcional ao volume de dispositivos vendidos no mundo. Para se ter uma ideia a Apple vendeu 67 milhões de iPads no período de 2 anos, sendo que para o mercado mundial vender a mesma quantidade de PC´s há algumas décadas o prazo total foi de 24 anos. Estima-se que em 2015 haverá mais dispositivos móveis no mercado do que pessoas no nosso planeta.

Esses números não deixam dúvidas de que as empresas seguirão para o Mobile Learning assim como o mundo educacional terá que se adaptar a ensinar para alunos que já carregam para a sala de aula os seus próprios dispositivos com a esperança de usá-los intensamente.

Entretanto, o ritmo do crescimento do Mobile Learning pode ser mais lento do que muitos imaginam. Estudos realizados nos Estados Unidos desde 2011 mostram que as empresas estão mais preocupadas em investir os seus recursos em aplicativos voltados para clientes do que para os seus próprios colaboradores. Além disso, estatísticas mostram que as pessoas ainda gastam muito mais tempo na frente de PC´s do que na frente dos seus dispositivos móveis. A constatação é que os dispositivos móveis são utilizados para obter e repassar pequenos lotes de informação, o que na prática pode não significar aprendizado.

Alguns outros fatores ainda são apontados por especialistas como barreiras para que o Mobile Learning realmente cresça e se consolide. Dois deles merecem maior destaque.

O primeiro é o tamanho das telas e a sua usabilidade, sobretudo se considerarmos os smartphones. Pelo fato de serem muito pequenas torna-se difícil promover uma experiência de aprendizado comparável a um tablet ou PC. Outra limitação é o processamento e o tempo de resposta deste tipo de dispositivo. Dependendo do tipo de aplicação ou conteúdo que for disponibilizado o aparelho pode apresentar lentidão e comprometer o processo de aprendizado.

O segundo fator a se destacar é a obsolescência das tecnologias. Cada vez mais o que temos nas mãos se torna atrasado ou obsoleto em pouco tempo em virtude do surgimento de novas tecnologias mais avançadas. Isso pode representar um grande desafio, pois é impossível garantir que todo um público-alvo tenha a mesma geração de dispositivos, sistema operacional, etc. Outra dúvida é o investimento em software e/ou aplicativos que podem, no final das contas, apresentar uma vida útil bastante curta. Isso pode inibir o nível de investimento que as organizações farão no Mobile Learning.

E você, já teve a oportunidade de aprender através do Mobile Learning? Compartilhe suas experiências e opiniões a respeito através de comentários para este artigo.

Na próxima semana nós traremos o quarto artigo sobre as 10 macrotendências para o mercado de treinamento até 2020. O tema será mais específico: “O fim do padrão SCORM?”. Boa leitura e ótima semana!

Equipe Clarity Solutions

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Como Escolher um LMS

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Como escolher um LMS

O LMS (Learning Management System) ou simplesmente AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem) é um sistema que permite promover e gerenciar as atividades de aprendizado e desenvolvimento dentro de uma organização. No artigo de hoje vamos apresentar de forma bem objetiva uma estratégia simples sobre como selecionar e escolher um LMS para a sua organização.

Escolher um LMS não é uma tarefa fácil sobretudo pela elevada quantidade de fornecedores, distintas opções e características de oferta, variedade de funcionalidades, pelo ritmo de inovação e pela diversidade de preços.

A estratégia que apresentaremos aqui se baseia em 5 dimensões ou etapas que podem otimizar bastante o seu investimento de tempo e aumentar as chances de acertar na escolha. Isso é fundamental pois a implementação de um LMS é como um casamento: se não der certo vai gerar muita dor de cabeça e custar dinheiro também.

Vamos então às 5 dimensões ou etapas de análise:

  1. Identificar as suas necessidades
  2. Definir os requerimentos
  3. Selecionar produtos habilitados
  4. Avaliar os produtos selecionados
  5. Escolher o seu LMS.

#1 Identificar as suas Necessidades

Você sabe o que é importante para a sua organização? Se não souber provavelmente concluirá de início que qualquer LMS poderá funcionar, mas na prática as coisas não funcionam bem assim.

A melhor maneira de começar é fazer uma boa lição de casa nesta etapa. Converse com a sua liderança e demais áreas envolvidas no projeto para identificar o que eles esperam do LMS e as suas necessidades de treinamento e gestão. O que se espera de benefícios com o LMS? Se o projeto em questão for para a substituição de um LMS que já existe na organização procure mapear o que eles pensam que deveria melhorar ou funcionar de forma diferente em uma nova solução.

Vejamos abaixo 3 exemplos de tópicos que podem ser mapeados nesta dimensão de análise:

  • Necessidade de atender públicos em outros países, seja de imediato ou em uma fase próxima do projeto.
  • Necessidade de atender usuários equipados com tablets, por exemplo, equipes de vendas ou de suporte em campo.
  • Políticas específicas de segurança da informação coordenadas pela área de TI que podem impactar na escolha do modelo de uso do LMS.

A qualidade das informações mapeadas nesta fase permitirá estabelecer os requerimentos que efetivamente vão direcionar o processo de seleção tornando-o aderente aos objetivos da organização quanto à adoção do LMS.

#2 Definir os Requerimentos

Nessa fase a lição de casa é estabelecer uma lista de requerimentos que serão a base para o critério de avaliação dos possíveis fornecedores. Quanto mais completa e clara for a sua lista de requerimentos mais fácil serão as etapas seguintes desse processo. O foco desse trabalho deve estar no que os alunos e os usuários com papel administrativo devem conseguir fazer no LMS. Lembre-se de que cada requerimento deve expressar uma necessidade e não uma solução.

Para que você tenha uma ideia da quantidade ideal de requerimentos, se você estabelecer uma lista com um volume entre 30 e 50 itens requeridos você provavelmente estará no caminho certo. Pode ser interessante tentar classificar os requerimentos em 3 categorias básicas: funcional, técnica e financeira.

Os requerimentos funcionais apontam como um sistema funciona ou se comporta sob a ótica da gestão do aprendizado. Os técnicos descrevem como o LMS pode se enquadrar nas regras de TI da sua organização. Os itens financeiros ajudarão a avaliar o quanto uma solução LMS está dentro ou fora dos seus limites de orçamento.

Vejamos abaixo 3 exemplos de tópicos que podem ser definidos nesta fase:

  • Requerimento Funcional: os líderes devem ter a permissão no LMS para matricular os membros da sua equipe em atividades de aprendizado.
  • Requerimento Técnico: o LMS deve funcionar em computadores (PC´s) e em dispositivos móveis (tablets e smartphones).
  • Requerimento Financeiro: a cobrança pelo uso do LMS deverá ser fixa para um determinado volume pré-estipulado de usuários.

 #3 Selecionar Produtos Habilitados

Como existem centenas de plataformas LMS no mercado é fundamental estreitar o seu leque de opções. A melhor maneira é avaliar a sua lista de requerimentos e selecionar de 10 a 12 itens que são fundamentais e tem um peso maior para o seu projeto.

A missão passa a ser uma consulta aos sites dos fornecedores que você conhece para uma primeira análise de funcionalidades e características. Esse primeiro “filtro” lhe permitirá identificar, por conta própria, quais fornecedores demonstram, mesmo que sem um contato direto, atender os requerimentos fundamentais.

Isso lhe dará a sua lista de produtos habilitados. Tente trabalhar (se possível) com uma lista de 5 a 10 fornecedores habilitados ao final desta etapa, e que portanto serão convocados para a próxima fase. Lembre-se que quanto mais fornecedores você habilitar nesta etapa mais tempo terá que investir para conversar, receber e interagir com cada um deles.

#4 Avaliar os Produtos Selecionados

Tudo indo bem até aqui, certo? Você já conseguiu encontrar uma lista de potenciais fornecedores que aparentemente se enquadram nos principais requerimentos que você mapeou para o projeto. Chegou o momento de avaliar os produtos.

Essa etapa de avaliação pode ser menos ou mais minuciosa. Existem empresas que optam por um processo de avaliação mais objetivo e rápido. Outras se dispõem a seguir um processo mais detalhado, rigoroso e longo. Vejamos algumas ações que normalmente fazem parte de um processo de avaliação:

  • RFI (Request for Information): trata-se de uma lista dos seus requerimentos. Mande-a em formato de perguntas para os seus candidatos a fornecedor e peça para que eles forneçam informações sobre como o seu produto pode atender cada requisito. Evite perguntas cujas respostas seja “sim” ou “não”. O ideal é aplicar perguntas que façam com que o fornecedor dê uma descrição sobre como o item seria atendido por ele. Com as respostas em mãos você conseguirá gerar uma pontuação para cada fornecedor, podendo inclusive ponderar pesos maiores para itens classificados como fundamentais na etapa anterior.
  • Peça uma Demonstração: após receber as respostas da RFI que você preparou, você poderá descartar alguns candidatos. Para aqueles que continuarem na sua lista solicite uma demonstração do produto com o foco nas funcionalidades que você relacionou no documento de RFI. Isso ajudará a confirmar que as informações que cada fornecedor deu ao responder a RFI são verdadeiras.
  • Solicite um ambiente de testes: para as empresas que sobreviverem à demonstração, você poderá pedir (caso tenha tempo disponível) um acesso a um ambiente de testes ou de demonstração para explorar o LMS na visão do aluno e do administrador. Isso pode dar uma visão apurada e prática do quando uma solução pode ser intuitiva ou complicada.
  • Peça Referências de Clientes: peça para os candidatos algumas referências de clientes que eles já atendem e que possuam projetos parecidos com o seu em termos de volume de usuários, tipo de aplicação e público-alvo. Tente conversar diretamente com esses clientes sobre o nível de satisfação deles com o produto, o tempo de resposta do suporte técnico, o quanto o produto evoluiu através do tempo, o comportamento de custos, dentre outras questões que sejam mais relevantes para o seu cenário de uso.
  • Avalie a saúde financeira do fornecedor: tente obter essas informações no web site de cada fornecedor ou peça diretamente. É importante entender características gerais da empresa (se é familiar, pertence a investidores, quanto tempo de mercado, etc.), qual o nível de faturamento dos últimos 3 anos, quantos colaboradores possuem, quantos especificamente nas áreas de suporte técnico e desenvolvimento, quantidade de clientes, etc. Essas informações podem lhe dar uma boa ideia da capacidade atual do fornecedor e das perspectivas deste continuar a investir para manter o seu produto em alto nível. Lembre-se que quando se trata de tecnologia, o que funciona bem hoje amanhã pode estar obsoleto.

 #5 Escolher o seu LMS

Depois de uma longa jornada chegou a hora de decidir! Se você cumpriu bem as etapas anteriores é provável que tenha boas opções nas mãos. Quem permaneceu na sua lista final até este ponto pode atender bem o seu projeto em termos técnicos. É hora de tratar mais detalhadamente de preços.

Peça uma proposta comercial para cada um dos finalistas considerando o atendimento do projeto com as características que você já apresentou para eles. O ideal é ter 2 ou 3 empresas finalistas. Chegou a hora de negociar com cada uma delas.

Sua organização não precisa optar pela empresa que tiver o menor preço desde que haja uma justificativa técnica. Lembre-se que se você realizou corretamente todas as etapas anteriores, certamente já foi investido um razoável tempo seu e de outras pessoas que em algum momento participaram desse processo. Será que vale a pena optar pelo solução mais econômica nesse último momento mesmo que a diferença de valores seja pequena?

Como um antigo apresentador dizia em um antigo programa de televisão: “o final, você decide!”

Equipe Clarity Solutions

Fontes:

“Five Steps to Evaluate and Select an LMS: Proven Practices” – Learning Solutions Magazine – by Steve Foreman

“Choosing a Learning Management System” – White Paper – ADL

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