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Integração de novos colaboradores – 7 formatos de Microlearning recomendados

 

Toda organização moderna tem a preocupação de preparar seus novos contratados para que comecem a trabalhar e produzir no menor prazo possível. Alguns tópicos acabam exigindo treinamentos mais extensos, como por exemplo, a aquisição de habilidades mais complexas e o entendimento adequado sobre questões de compliance.

microlearningPor outro lado, existem tópicos que podem ser aprendidos por meio de uma abordagem chamada microlearning, baseada em objetos de aprendizagem mais objetivos e breves. Isso permite que a aprendizagem e o trabalho se misturem melhor, sem que o colaborador permaneça em sala de aula (longe da prática do trabalho) por longos períodos.

Detalhamos abaixo 7 atividades em microlearning que se encaixam muito bem em estratégias para programas de integração de novos colaboradores:

  1. Simulações orientativas

Sabemos que o primeiro dia de uma pessoa em um novo emprego pode ser uma experiência tensa e nervosa. Existe uma curva de aprendizagem natural dentro de um ambiente de trabalho pouco familiar. Felizmente, é possível oferecer uma preparação prévia antes mesmo de o novo colaborador começar na nova posição.

As simulações orientativas podem abordar os principais aspectos do trabalho, das atividades diárias essenciais até questões ligadas ao próprio ambiente de trabalho. Isso garante ao novo colaborador a oportunidade de explorar e conhecer virtualmente o novo local de trabalho, obter informações preliminares sobre sistemas e/ou equipamentos que serão utilizados e compreender antecipadamente políticas internas.

Para obter melhores resultados é importante promover uma experiência de aprendizagem positiva. Por se tratar de uma simulação é recomendado utilizar imagens realísticas, áudio e cenários que aproximem o colaborador da realidade que será encontrada na prática.

A segmentação do conteúdo deve ser baseada em cada atividade, de modo que a abordagem seja micro: cada objeto deve ser breve e tratar de forma objetiva uma tarefa específica É comum encontrar estratégias práticas de microlearning que definem um limite máximo de cinco minutos por objeto.

  1. Simulações contextualizadas para desenvolver habilidades

Algumas habilidades são essenciais e críticas para a execução de uma função. Frequentemente a experiência prática é a melhor maneira de desenvolvê-las, mas uma experiência negativa pode custar clientes e receitas a uma organização. Por exemplo, habilidades de comunicação são fundamentais para uma área de atendimento a clientes.

Técnicas de expressão facial e corporal, a tomada de decisões diante do cliente, são aspectos que determinam uma experiência de atendimento. A adoção de simulações realísticas que oferecem a oportunidade do novo colaborador experimentar situações típicas, tomar decisões e compreender os seus desdobramentos é uma excelente estratégia para desenvolver ou aprimorar uma habilidade.

Por se tratar de uma estratégia de microlearning, tais simulações devem ser diretas e breves, mantendo o foco nos conceitos essenciais. Deve-se evitar o exagero e a inserção de conceitos pouco relevantes que acabam por “inchar” a atividade, tornando-a mais longa e cansativa para quem aprende.

  1. Auto avaliação para medir proficiências

A auto avaliação é uma poderosa ferramenta para quem aprende. Ela não só oferece uma análise do nível de conhecimento ou preparo a respeito de um assunto, como também reforça um processo prévio de aprendizagem. Quando respondemos um teste estamos exercitando o nosso cérebro na busca de conclusões baseadas nos conhecimentos que já adquirimos.

Um colaborador poderá identificar em quais áreas de conhecimento ele precisa reforçar a sua aprendizagem e buscar conhecimentos complementares para eliminar um gap. O fator chave, em se pensando no microlearning, é desenhar avaliações focadas em cada objetivo ou tópico. Tais avaliações também devem ser curtas e nem sempre terão relevância para o cálculo de uma nota, servindo muito mais para guiar os estudos do colaborador.

  1. Serious games para compliance

A compliance é um tema tratado cada vez mais com maior importância (sobretudo no Brasil). Tradicionalmente são cursos tediosos e longos que não tiram suspiros de seus alunos. Entretanto, existem muitos casos de sucesso (inclusive no Brasil) de estratégias para abordar o tema Compliance de forma lúdica e atrativa.

É possível aplicar técnicas de gamificação ao conteúdo (tornando-o mais atrativo e prático) e segmenta-lo para manter a iniciativa dentro de uma estratégia de microlearning. A contextualização e o uso de situações práticas são fundamentais para provocar maior identificação entre o aluno e o conteúdo.

A abordagem de jogo (serious game) oferece uma percepção de evolução ao aluno, ao mesmo tempo em que insere a diversão como um elemento que engaja ao mesmo tempo em que se aprende.

  1. Podcasts sobre as políticas da organização

O podcast consiste em um conteúdo em formato de áudio, resultado da gravação de uma narração a partir de um conteúdo base em texto. Ao invés de levar um grupo de pessoas para uma sala de treinamento e mantê-las por uma hora inteira, ouvindo sobre as políticas da organização, sua história, etc., é possível adotar uma estratégia baseada em podcasts.

Na prática, as pessoas absorverão melhor tais conceitos se puderem ouvir tais informações em momentos mais propícios, cada uma ao seu tempo. Cada podcast deve ser curto e abordar um tópico específico, funcionando como uma pílula de conhecimento. É importante encadear os podcasts durante essa segmentação de tópicos, permitindo que o colaborador visualize as suas relações.

Os podcasts são uma opção bastante interessante em termos de custos e prazos de produção, devido à sua simplicidade.

  1. Tutoriais on-line para atividades on-the-job

Pense na seguinte situação: você fez um treinamento on-line há alguns meses sobre como resolver um problema de TI. Nesse momento você está atendendo um caso que envolve justamente esse problema, mas não se lembra de como solucioná-lo. Se você tiver à sua disposição um tutorial on-line que trate especificamente desse procedimento você poderá consulta-lo rapidamente, sem a necessidade de refazer o curso on-line todo.

A adoção do microlearning em formato de tutoriais on-line pode ser uma excelente ferramenta para resolver questões do cotidiano, de qualquer equipe, não deixando de ser uma estratégia para aprendizagem dentro de um contexto prático e com impacto direto no negócio.

Os formatos podem ser variados, dependendo do tipo de conteúdo e público-alvo a quem se destina: apresentações virtuais, vídeos animados, documentos simples, etc. O mais importante é garantir que o acesso ao tutorial seja simples e rápido – se um colaborador tiver dificuldades para buscar, localizar e acessar um tutorial ele simplesmente desistirá e procurará outra solução.

  1. Treinamento em vídeo sobre produtos

Aprender sobre uma vasta gama de produtos de uma vez pode ser bastante desafiador para um novo colaborador. Conhecer aplicações, especificações, restrições e benefícios de cada um deles é uma tarefa complexa com impacto direto no trabalho a ser realizado.

O microlearning garante uma abordagem mais objetiva e direta para a estruturação de demonstrações on-line que permitem uma ágil absorção das informações mais importantes. Se necessário, o colaborador poderá revisitar cada vídeo quantas vezes e no momento que precisar.

A segmentação dos tópicos em objetos de aprendizagem também torna mais simples o processo de atualização dos vídeos quando houver o lançamento de novas versões dos produtos (atualizações pontuais).

Dentro do dinamismo competitivo das organizações não há espaço ou tempo para se perder. É difícil considerar que um novo colaborador demorará meses para começar um trabalho e apresentar resultados.

Oferecer um conteúdo de aprendizagem relevante, eficaz e atrativo, que esteja disponível para consulta na hora certa e a partir de qualquer dispositivo pode promover diferenciais com impacto direto em qualquer tipo de operação, além de encurtar a curva de aprendizagem para novos colaboradores.

Referência: Top Seven Microlearning Activities for Onboarding Online Training” – Learning Solutions Magazine

Equipe Clarity Solutions

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Pílulas de Conhecimento – Uma Estratégia de Sucesso para o Mobile Learning

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O tema Mobile Learning se transformou em um tópico de relevante importância e discussão em eventos e seminários nos últimos anos. Apesar deste crescimento de notoriedade ainda é comum detectar um certo grau de incerteza e desconhecimento na indústria sobre como transformar o aprendizado móvel (ou Mobile Learning) em uma iniciativa de sucesso.

Com a disseminação voraz de aplicações como o WhatsApp, Twitter, Facebook, e outras mídias sociais / plataformas de mensagens instantâneas, a maneira como interagimos com os nossos dispositivos se tornou algo bem diferente da forma como o fazemos com os nossos PC´s. Nossa estratégia de aprendizado deveria refletir tais diferenças.

O movimento BYOD (Bring Your Own Device) – Traga o seu próprio dispositivo – é a estratégia comum bastante discutida em muitas conferências e grupos de estudo por profissionais de educação e treinamento. Entretanto, é importante pontuar que a máxima “um tamanho não serve para todos” é absolutamente verdadeira quando tratamos de dispositivos móveis, devido à variedade e falta de convergência entre as tecnologias mais atuais.

Na prática, estamos falando então de diferenças tecnológicas, além das diferenças de estilos de aprendizagem que já encontramos quando avaliamos um determinado grupo de pessoas. Portanto, estamos mirando e avaliando as características de uma audiência específica.

Ao desenharmos uma estratégia para o Mobile Learning torna-se necessário pensar em modelos diferentes de entrega que possam atender dispositivos e pessoas com características diferentes, mesmo que essa não seja uma tarefa simples. Um erro comum encontrado em equipe de desenvolvimento é o foco excessivo na tecnologia, deixando de lado questões importantes relacionadas à psicologia do aprendiz.

É preciso ter em mente que as pessoas possuem expectativas e hábitos diferentes quando interagem com o seu PC ou com o seu dispositivo móvel. À frente do PC é provável que uma pessoa consiga se manter motivada e atenta por até 30 minutos participando de uma atividade de aprendizado, mas se pensarmos em um dispositivo móvel certamente este prazo na prática será bem menor, principalmente se estivermos falando de aparelhos com telas menores como smartphones.

Isso significa que as pessoas demonstram um maior senso de objetividade e menos paciência quando utilizam os seus dispositivos móveis. Isso porque na prática os smartphones têm sido muito utilizados para atividades rápidas como a troca de mensagens escritas, acompanhamento de e-mails, publicações em redes sociais, tarefas que não costumam levar muito tempo.

Pensando novamente no público alvo e nas suas características é prudente concluir que uma estratégia adequada para o Mobile Learning deveria se basear em atividades e experiências concisas e rápidas também denominadas há alguns anos como Pílulas de Conhecimento ou Micro Learning. Esta estratégia consiste em “quebrar” o conhecimento em partes pequenas, porém, suficientes para garantir um aprendizado específico.

São muitas as vantagens identificadas para esta estratégia, sendo que podemos destacar a facilidade de agrupamento de pílulas para montar programas exclusivos para grupos específicos e a facilidade de aplicação de atualizações futuras. É recomendado não abordar assuntos extremamente complexos ou técnicos uma vez que o local de acesso é incerto e poderá oferecer condições que dificultem a concentração do aluno, como ruídos ou outros elementos de distração.

Outra vantagem é que as pílulas de conhecimento podem ser desenvolvidas em menos tempo e agregadas a outros programas e/ou iniciativas aumentando o seu grau de reutilização dentro uma estratégia blended. Um dos grandes desafios ao se adotar a estratégia das pílulas de conhecimento é equilibrar aspectos como concisão e abrangência do conteúdo.

Por outro lado, as pílulas do conhecimento não podem ser adotadas como a solução para todos os problemas, sendo mais indicadas para prover informações sobre atualização de políticas, procedimentos, conhecimento de produtos, técnicas e habilidades simples. Isso garante o acesso à informação de maneira rápida sem a necessidade de passar por todo um curso para obtê-la.

Seguem algumas dicas básicas para uma abordagem envolvendo uma estratégia de Micro Learning:

  • Micro Learning consiste em aprender em pequenas etapas. Isso se torna possível através de “pedaços ou pílulas” de conhecimento ou atividades rápidas estruturadas dentro de um planejamento eficaz e que sejam facilmente “digeridas” pelo aluno mesmo através de um dispositivo móvel.
  • Ele se baseia em uma característica do cérebro humano relacionada à capacidade de manter a concentração. Estudos realizados já comprovaram que nós aprendemos mais quando envolvidos em sessões de aprendizado mais curtas e focadas. A duração recomendada para cada pílula de conhecimento deve ficar entre 3 e 7 minutos.
  • É ideal para o cenário que enxergamos quando avaliamos a força de trabalho atualmente e será ainda mais indicada na medida em que a geração Z passar a ocupar cada vez mais postos de trabalho.
  • Apresenta ótimos resultados quando aplicado juntamente com estratégias instrucionais que envolvam sequencias de atividades com um certo espaçamento de tempo e garantam uma sensação de progresso pelo aluno na medida em que atividades são concluídas.

Equipe Clarity Solutions

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Fontes: Learning Pills – an easily digestible Mobile or Micro learning strategy – Josh Squires

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