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As projeções para o mercado de e-Learning até 2021

 

grafico_mercado_elearningAs significativas taxas de crescimento percebidas no mercado de e-Learning nos últimos anos não devem se repetir pelos próximos, mas continuaremos a ver um crescimento global, com certo grau de estabilização em alguns mercados.

Isso é o que indicam os estudos mais recentes com projeções para essa indústria. O relatório da consultoria britânica Technavio, lançado no início de 2016, prevê um crescimento mundial estável à taxa de 11% até 2020, graças à contínua pressão no mundo corporativo pela adoção de programas de treinamento que sejam eficazes e garantam maior produtividade das equipes em larga escala.

Esta demanda crescente também é resultado da adoção em massa de dispositivos móveis na última década, o que mudou drasticamente as formas de comunicação e as estratégias de treinamento das organizações, afirma a Technavio.

Já a consultoria norte americana Global Market Insights, estima que o mercado de e-Learning global deve saltar de US$ 165 bilhões (estimativa de 2015) para US$ 240 bilhões em 2023, o que representa um crescimento médio anual à taxa de 5%, um pouco menos otimista do que a previsão da Technavio. Somente o mercado norte-americano representa em 2016 cerca de US$ 27 bilhões.

Para a Global Market Insights os principais fatores que sustentarão esse crescimento anual são os baixos custos de implantação e operação de uma iniciativa de e-Learning e a flexibilidade que o modelo proporciona às organizações. Além disso, a percepção das corporações de que é possível elevar a produtividade da força de trabalho por meio do e-Learning também gerará novas oportunidades para o setor.

A rápida obsolescência de algumas tecnologias e formatos também contribui para que o mercado se mantenha aquecido na medida em que as organizações buscam soluções inovadoras capazes de proporcionar melhores resultados.

A expectativa é de que o mercado norte-americano continue a testemunhar um significativo crescimento pelos próximos cinco anos. A Índia deve ser o país asiático com crescimento mais acentuado, algo em torno de 17%, muito em virtude de programas de incentivo governamentais. O mercado indiano de e-Learning praticamente dobrou de 2011 até 2105.

Na Europa ocidental, um mercado de aproximadamente US$ 6,5 bilhões em 2015, o crescimento anual deve seguir a média global, algo em torno de 5,5%. Esse crescimento será sustentado principalmente pela adoção do e-Learning por médias empresas da região.

Na América Latina a perspectiva é de um crescimento mais acelerado pelos próximos cinco anos, em comparação com o ritmo mundial. O mercado avaliado em US$ 1,4 bilhão em 2014 deve experimentar um crescimento médio de 14% ao ano, até 2021, segundo a Global Market Insights. Esse crescimento deve ser impulsionado principalmente pelo mercado educacional, notadamente o privado.

Um estudo bem menos otimista da consultoria norte-americana Ambient Insight, lançado em Agosto de 2016, prevê uma estagnação do mercado em todo o mundo, principalmente considerando o e-Learning na modalidade assíncrona.

Essa previsão se baseia na elevada concorrência já vivenciada em várias regiões, o que tornam os preços cada vez menores contribuindo para esta estagnação ou até mesmo diminuição de determinados mercados.

O maior impacto desse fenômeno, segundo previsões da Ambient Insight, será verificado em relação às plataformas. A consultoria prevê um encolhimento do mercado de plataformas LMS que pode chegar a 15% até 2021. As justificativas são: a elevada concorrência, a commoditização desse tipo de software, e a prévia consolidação do mercado de grandes volumes.

O estudo ainda aponta um cenário menos otimista para o Brasil para os próximos anos, comparado a previsões anteriores. O panorama econômico brasileiro é o principal motivo desta retração, segundo a pesquisa. A retração de investimentos dos grandes setores, incluindo Energia, Combustíveis, Governo, Varejo e Automobilístico provocará uma desaceleração do mercado local.

A principal mensagem do estudo da Ambient Insight é que as grandes oportunidades de crescimento do mercado de e-Learning nos próximos anos serão concentradas em países onde esta indústria ainda está em fase inicial de consolidação, notadamente na Europa Oriental, norte da África e alguns países da Ásia.

O fato de que o e-Learning já é uma realidade e uma necessidade para milhares de organizações em todo o planeta, torna difícil prever uma queda acentuada da sua aplicação nos próximos cinco anos, sobretudo se considerarmos as características da força de trabalho mais jovem.

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A Heutagogia e a Aprendizagem de Adultos

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Quem acompanha de perto as práticas mais recentes voltadas para a aprendizagem de adultos percebe claramente as frequentes mudanças de expectativas e de formatos aplicados. Tais mudanças tem se mostrado maiores em virtude do contexto profissional das grandes organizações, do modo de pensar e agir da força de trabalho mais jovem e das novas tecnologias disponíveis.

Para desenhar e desenvolver programas de aprendizado que sejam efetivos para adultos é essencial conhecer alguns pressupostos sobre como as pessoas adultas aprendem.

Os adultos se motivam de acordo com os seus interesses e necessidades. Além disso, a sua orientação de aprendizado normalmente é dirigida para a sua vida, ou seja, o que pode melhorá-la ou influenciá-la tanto no âmbito profissional como pessoal.

Estudos e teorias também apontam que a mais rica fonte de aprendizado para adultos é a experiência, prática ou analítica, e que os adultos geralmente preferem um certo grau de autonomia para direcionar seus estudos e escolhas.

Você certamente já ouviu falar sobre a andragogia, que pode ser definida conceitualmente como a ciência de orientar adultos a aprender, assim como a pedagogia se refere à educação para crianças.

A andragogia determina que o adulto deve ser o sujeito da educação e que sua motivação está diretamente relacionada à sua vontade de aprender e de crescer, porém é o professor quem determina o que aprender enquanto o adulto escolhe como aprender.

No que consiste então a heutagogia? Trata-se de uma teoria que determina que o estudante é o único responsável pela sua aprendizagem, sendo ele portanto, quem define o que e como aprender. A heutagogia também defende que o aprendizado acontece por meio de experiências práticas e quanto mais se erra, mais se aprende.

Uma importante pergunta surge quando pensamos em aplicar a heutagogia. Uma pessoa adulta está preparada para saber escolher o que aprender e sem o apoio direto de um professor ou instrutor? Eis que surge então o importante conceito de aprender a aprender.

Torna-se fundamental então ensinar o adulto a refletir e atuar como agente único do seu desenvolvimento profissional e pessoal. Cabe às organizações (educacionais ou corporativas) estruturar modelos e ambientes de aprendizado que sejam propícios à prática da heutagogia.

É preciso que tais ambientes favoreçam a aprendizagem autodirigida, incentivem a interação e a colaboração entre pessoas com interesses de aprendizado parecidos, garantam que os conhecimentos sejam assimilados de forma ágil e objetiva e que sua ênfase esteja na aprendizagem e não no ensino.

É importante saber que atualmente o conhecimento está disponível e acessível através da Internet. Basta que uma pessoa queira encontra-lo, ou seja, quando o foco deixa de ser o processo de ensino e passa a ser a obtenção do aprendizado, é fundamental ter consciência de que redes sociais, blogs, wikis, vídeos, artigos científicos, cursos on-line, etc., tornam-se meios reais para se obter e compartilhar conhecimento.

Equipe Clarity Solutions

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Pensando em mudar de LMS? 5 Dicas para uma transição tranquila

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É natural que na medida em que os projetos evoluem e os desafios de negócios tornam-se maiores que determinados sistemas já em utilização tornem-se insuficientes para se realizar e alcançar tudo o que se objetiva. Esta realidade também envolve o LMS ou plataforma de aprendizado nas organizações.

Também é frequente que uma organização esteja em busca de uma nova plataforma porque simplesmente não está sendo bem atendida pelo fornecedor atual ou até mesmo por motivos de orçamento. Seja qual for a razão que está motivando a busca por uma nova plataforma, é importante levar em conta alguns fatores chave para uma transição tranquila de uma plataforma já em uso para uma nova.

  1. Identifique claramente os problemas que motivam a troca

Antes de trocar de plataforma LMS é muito importante refletir e identificar porque existe a necessidade de trocar de sistema. Estas razões precisam ser justificáveis e muito claras, e normalmente tratam de: custos inadequados, tecnologia ultrapassada e pouca inovação, suporte pós-vendas ineficaz, baixa adoção pelo público atendido, interface de usuário pouco amigável, dentre outras razões.

A troca de plataforma é uma decisão que precisa ser muito bem ponderada uma vez que pode envolver um investimento razoável em termos financeiros e provoca mudanças com impacto direto para os usuários. Por isso, se a tarefa de identificar claramente os problemas que motivam a troca for difícil para você e sua organização, poderá ser igualmente difícil conseguir justificar a troca. Uma prática interessante pode ser conversar e pesquisar junto aos usuários e administradores para entender o que é complicado na visão deles e a partir daí criar um relatório que ajude a cruzar informações e mapear os principais problemas e limitações da plataforma em uso.

  1. Descreva as expectativas para o novo LMS

Uma vez que os problemas foram identificados é necessário descrever o que se espera do novo LMS. Determine os novos requisitos considerando também os objetivos de negócio e baseando-se na experiência adquirida. Para este trabalho procure envolver outras pessoas ou departamentos que dependam do LMS e tente mapear itens de inovação que sejam importantes na visão deles.

Depois de criar um documento detalhado com a especificação dos novos requerimentos verifique o quanto esta lista está alinhada à situação atual e seus problemas. Avalie o quanto o novo sistema pode melhorar este cenário. Se estes novos requerimentos não tratarem de todos os problemas identificados antes, então esta descrição não estará completa.

  1. Identifique os principais desafios técnicos e faça uma análise de viabilidade

Chegou o momento de avaliar se a troca de plataforma é viável tecnicamente e os seus desafios. Organize tais desafios em categorias como por exemplo: migração de dados, histórico de aprendizado, facilidade de adaptação pelos usuários finais, competências e conhecimentos técnicos da equipe de administração para operar o novo LMS. É fundamental levantar estas questões e discuti-las inclusive com os provedores de plataformas que serão considerados no processo de troca.

  1. Faça um planejamento para a migração de dados

Este é um dos mais críticos tópicos para análise quando se pensa em trocar de uma plataforma LMS para outra. Sempre que tratamos de sistemas distintos é importante saber que a natureza de cada plataforma é diferente o que inclui a sua organização de dados. É preciso compreender o impacto e os esforços para esta migração de dados.

É comum conhecer casos em que a organização simplesmente desistiu de migrar os dados antigos de histórico para o novo LMS pois este trabalho seria muito extenso e caro. Nesta hipótese deve-se guardar a base e os relatórios antigos e começar um novo histórico de aprendizado na nova plataforma.

Ainda assim, existem outros dados que normalmente podem ser migrados mais facilmente e não devem envolver um investimento alto. Dentre eles estão: os dados cadastrais atuais dos usuários, cursos e pacotes SCORM, objetos de aprendizado como vídeos e documentos, avaliações e testes, etc. A migração destes dados tende a ser mais tranquila, se tratando mais de um trabalho operacional do que técnico.

É importante procurar trabalhar de forma colaborativa com as diferentes partes envolvidas, o que pode incluir dois ou mais fornecedores e diferentes departamentos na sua organização. Cuidados e decisões corretas nesta fase podem ser determinantes para o sucesso ou não da migração de um LMS para outro.

  1. Entenda as limitações e exclusões da transição

Durante esse processo de transição é imperativo compreender as limitações e exclusões do novo sistema. Uma transição deste tipo nunca garantirá a manutenção de 100% dos dados previamente existentes, nem que os processos anteriores continuarão sendo os mesmos.

Estes são fatores inicialmente desconhecidos quando se pensa em mudar de plataforma e serão conhecidos somente no momento da transição, mas é importante se preparar e ter consciência que limitações são normais e que algumas adaptações serão necessárias. É importante que tais limitações não tornem-se mais importantes do que os problemas mapeados e acabem por postergar a decisão pela troca.

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Referências: Switching your LMS? 5 essential tips for a smooth transition – Docebo e-Learning Blog

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9 Questões para Selecionar a Melhor Solução LMS para a sua Organização

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Somente em 2013 foram investidos em todo o mundo aproximadamente US$ 2 bilhões somente em plataformas do tipo LMS de acordo com estudos da consultoria Bersin & Associates. Se a sua organização tem o desafio de escolher uma solução LMS esse artigo pode ajudar a direcionar essa busca e otimizar esforços.

Com tantas opções de plataformas LMS no mercado torna-se fundamental ter conhecimento sobre o que é mais importante para suportar o seu projeto. Abaixo relacionamos 9 tópicos principais que podem direcionar essa análise.

  1. Que tipo de conteúdo será disponibilizado para fins de aprendizado por meio do LMS?

Cursos em Flash, HTML5, arquivos em PDF para leitura, PowerPoint, planilhas, conteúdos em vídeo, simulações e business games, avaliações de conhecimento, etc.? Talvez a sua primeira resposta para a pergunta acima seja “quero disponibilizar todos esses tipos de conteúdos!”. Mesmo que você não comece o seu projeto com todos esses tipos de objetos é provável que mais cedo ou mais tarde surja a necessidade de diversificar a adoção destes tipos. Por isso, é fundamental refletir sobre este tópico e ter certeza de que o LMS que você busca está preparado para suportar os formatos mais importantes para a sua iniciativa, tanto no início como durante a evolução do projeto. 

  1. O seu LMS deverá tratar também do aprendizado tradicional?

Essa é uma importante pergunta. Atualmente a maioria das organizações que buscam um LMS também espera que a plataforma viabilize a gestão do aprendizado tradicional, ou seja, o que acontece em sala de aula. Isso significa para muitos uma tentativa de aposentar as planilhas Excel utilizadas para essa finalidade. Se essa expectativa existir, tenha em mente que o seu projeto será mais complexo e de que torna-se essencial aprofundar a análise do LMS para entender as suas funcionalidades para a gestão do presencial.

  1. Quais são as funcionalidades essenciais para o seu projeto?

Aqui vale a pena uma dica: seja realista e aja com moderação! Reflita o tempo que for necessário para criar uma lista de funcionalidades essenciais que realmente seja relevante e viável dentro do seu projeto. Não exagere nesta lista. Mantenha o foco no que é mais importante. Você precisa que o LMS seja compatível com dispositivos móveis (Exemplo: tablets, iPad, etc.), que suporte o aprendizado colaborativo, ofereça recursos nativos de gamification, esteja preparado para suportar vídeos? Esses são alguns exemplos de funcionalidades que podem surgir na sua lista. Tendo em mãos uma lista bem estruturada será possível aumentar bastante as chances de fazer a melhor escolha e de não se deixar levar por funcionalidades que podem parecer úteis mas que na prática nem serão utilizadas.

  1. Qual o nível de conhecimento técnico das pessoas que irão administrar ou operar o seu LMS?

Essa questão é importantíssima pois em muitos casos o casamento entre equipe de projeto e plataforma LMS simplesmente não dá certo. Se a equipe que irá administrar o LMS for composta por pessoas com maior experiência em treinamento busque uma solução simples e intuitiva. Somente adote uma solução mais complexa em termos técnicos se você contar com uma equipe de TI para tratar das questões do dia-a-dia. É fundamental explorar durante o processo de seleção o quão simples uma plataforma é em termos de operação e utilização, ou seja, avalie como será o trabalho dos administradores do LMS. Isso ajudará a escolher uma plataforma que seja adequada para a sua equipe e não o contrário.

  1. Que tipos de relatórios você precisa?

Defina os tipos de relatórios que você precisa. Tenha cuidado somente para não buscar relatórios muito sofisticados pois a maioria das plataformas LMS oferece pacotes básicos e isso pode lhe dar a ideia de que nenhuma delas será capaz de lhe atender. Pense sempre em termos das informações que precisa. Avalie se a plataforma LMS oferece funcionalidades para que a sua própria equipe (técnica ou não) crie novas visões e relatórios com facilidade e se os dados podem ser exportados por exemplo para o Excel. Isso evitará que você tenha que investir mais dinheiro e depender do fornecedor sempre que precisar de um relatório novo.

  1. Qual é o público do seu projeto?

Colaboradores, clientes, parceiros? Pense em como essas pessoas acessarão os cursos. Esse acesso será gratuito ou pago? Como será o cadastro dessas pessoas no LMS: elas mesmas se cadastrarão? Entender bem as condições do público que fará uso do LMS é fundamental para buscar um LMS que seja adequado, inclusive em termos de facilidades de uso. Se há interesse em vender cursos será necessário que o LMS ofereça funcionalidades de e-commerce. Se você não possui uma base de dados para cadastro das pessoas então entenda como o LMS trataria um auto cadastro. Tenha em mente que quanto maior o seu público-alvo mais importante torna-se esse tópico.

  1. Qual o seu orçamento para o LMS?

Certamente você não quer investir o seu tempo estudando plataformas que não poderá contratar por limitações de orçamento. Para essa análise não leve em conta somente o que será pago para implementar e utilizar o LMS. Lembre-se da sua equipe e da produtividade que ela terá com o LMS. Uma plataforma complicada para quem administra significa menos produtividade e pode exigir uma equipe maior, o que na prática envolve maiores custos. Pense também nas opções de ter o LMS hospedado pelo fornecedor ou nos servidores da sua organização. Quase sempre será mais vantajoso financeiramente optar pela primeira opção. É importante não estourar o seu orçamento com o LMS pois você ainda terá que investir para produzir e implementar os cursos.

  1. Qual o seu prazo de implementação?

Pense em todo o processo. Você terá que investir tempo para listar os seus requerimentos (o que pode levar algumas semanas ou meses), para conhecer os fornecedores e suas soluções (mais algumas semanas), avaliar e ajustar propostas, negociar, escolher o LMS e formalizar a sua contratação. Além disso, depois você terá o tempo de implementação da plataforma. Normalmente esses prazos levam mais tempo na prática do que gostaríamos. Pode ser muito importante nesse período ter acesso a uma versão de testes (trial) para conhecer a fundo cada LMS. Muitos fornecedores oferecem essa opção e não a desperdice! Lembre-se de que não há nada que lhe dirá melhor sobre um sistema do que acessá-lo e experimentá-lo com as suas próprias mãos. Faça o test-drive!

  1. Quem hospedará o LMS: o fornecedor ou sua organização?

Se você optar por uma solução gratuita ou pela aquisição do software LMS terá que providenciar a infraestrutura para a sua instalação, hospedagem, manutenção, back-up, etc. Por isso a grande maioria das organizações tem optado pela alternativa de manter o LMS hospedado pelo fornecedor, contratando não só o software mas a solução completa. Atualmente isso significa economia e simplicidade. É provável que a área de TI da sua organização já possua uma quantidade razoável de sistemas e aplicativos para cuidar e por isso existe uma preferência atualmente por manter soluções como o LMS sob responsabilidade do fornecedor. Entenda as condições técnicas desta hospedagem externa, questões contratuais e confidencialidade dos dados para se certificar de que estejam alinhadas às políticas de TI da sua organização. Mesmo que a opção de hospedagem externa seja uma diretriz do seu projeto tente contar com o apoio da área de TI desde o início do projeto. Essa ajuda pode ser muito útil em todas as fases do processo de seleção de plataforma.

Recomendamos como leitura complementar sobre este assunto outro artigo publicado previamente neste blog: Como Escolher um LMS.

Fonte: “9 Questions to Help You Select the Best Learning Management System” – Portal elearningindustry.com

Equipe Clarity Solutions

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Tendência #10: O LMS como conhecemos se tornará obsoleto

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Completamos hoje a nossa série com 10 artigos sobre as tendências para o mercado de treinamento até 2020. Antecipadamente gostaríamos de agradecer a todos que acessaram, compartilharam e comentaram as informações que publicamos. Se você não teve a chance de ler todos os outros 9 artigos clique aqui para encontrá-los.

Vamos encerrar esta série com mais um tema que pode gerar polêmica e muita discussão. Vamos tratar da perspectiva de que o tradicional LMS se transforme em algo obsoleto ou sem grande utilidade nos próximos anos.

Na última década o LMS (Learning Management System) ou AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem) se tornou uma solução quase que obrigatória para as organizações. Existem milhares de soluções deste tipo em todo o mundo e certamente mais de uma centena delas só no Brasil.

Entretanto, o que se vê na prática é que um baixo percentual das organizações realmente consegue transformar o seu LMS em uma verdadeira ferramenta de gestão. Isso acontece em uma parte por causa das fragilidades e do nível de estagnação da maioria dos sistemas.

O que já se vê em muitos projetos é que as plataformas atualmente utilizadas não estão conseguindo evoluir no ritmo necessário para suportar as mais novas tendências e novos formatos aplicados para ensinar e aprender.

O crescimento da adoção de estratégias baseadas no aprendizado informal e no aprendizado colaborativo por meio de redes tem transformado o LMS tradicional em um obstáculo ou problema pela sua falta de capacidade para viabilizar tais estratégias e sobretudo permitir monitorar o que os participantes efetivamente fazem ou aprendem no âmbito informal.

O modelo antigo baseado no SCORM ainda direciona o funcionamento de muitas plataformas, “engessando” o processo para a geração e o compartilhamento do conhecimento e impossibilitando um aprendizado informal de verdade.

Quando pensamos em termos de conteúdos ou meios para a sua entrega, também podemos detectar as limitações de algumas plataformas LMS. Conteúdos de aprendizado em vídeo já são uma realidade e certamente a sua aplicação crescerá ainda mais nos próximos anos. As plataformas mais modernas devem estar preparadas para suportar esse formato de forma simples, ágil e a baixos custos. Já é possível encontrar plataformas LMS na nuvem (Cloud) que oferecem nativamente o streaming de vídeo sem nenhum tipo de cobrança adicional para o cliente com elevada performance e sem maiores dificuldades técnicas.

Outra tendência é o Mobile Learning ou aprendizado através de dispositivos móveis. Muitos fornecedores têm tentado adaptar ou até mesmo reinventar suas plataformas para permitir que seja possível utilizá-las através de um tablet ou smartphone garantindo o mesmo nível de experiência que já se obtém pelo computador. Plataformas mais antigas, desenvolvidas antes do advento do tablet e dos smartphones, demonstram naturalmente maiores limitações nesse quesito. Esse é um outro fator limitador para expandir as ações de aprendizado dado o contexto atual e dos próximos anos.

Alguns especialistas também acreditam que outras ferramentas já existentes e em evolução constante poderão extinguir o LMS em um futuro não muito distante. Basta analisar o que aconteceu nos últimos com as soluções de sala virtual e web conference. Atualmente muitas delas são gratuitas ou oferecidas a preços muito baixos.

Além disso, precisamos lembrar que as pessoas hoje procuram  simplicidade, sejam elas usuárias ou administradoras de plataformas. O nosso tempo é cada vez mais valioso e por isso plataformas complicadas, pouco amigáveis e de difícil implementação tendem a perder espaço rapidamente.

Se olharmos para a estratégia do Google e para a quantidade de ferramentas que compõem a sua arquitetura de soluções, não é muito difícil pensar que em alguns anos seja possível realizar boa parte do que fazemos hoje no LMS através de soluções gratuitas com elevado nível de integração e totalmente adaptadas às necessidades dos usuários. Isso seria capaz de tornar o LMS uma ferramenta totalmente obsoleta?

Nos EUA já é perceptível uma aproximação de universidades e corporações ao Google com interesse em testar e adotar suas soluções tecnológicas com o objetivo de suportar suas iniciativas de aprendizado digital.

E você? Acredita na possibilidade do LMS se transformar em algo obsoleto nos próximos anos? Boa leitura!

Equipe Clarity Solutions

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Tendência #5: A Consolidação do Aprendizado Social ou Social Learning

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Chegamos à metade da nossa série sobre as tendências para o mercado de treinamento. No post desta semana vamos abordar a 5ª tendência: a consolidação do aprendizado social. Se você não teve a chance de ler os posts anteriores sobre as outras 4 tendências que abordamos até a presente data, clique aqui para acessá-los.

Para começarmos esse artigo é importante pontuarmos a definição teórica do aprendizado social. Trata-se do aprendizado que ocorre dentro de um contexto social, por meio da observação ou instrução direta. Esse aprendizado também ocorre através da observação das consequências geradas por um ou mais comportamentos ou decisões de um indivíduo ou grupo.

Ao tratarmos do aprendizado social dentro do contexto da educação e do treinamento podemos automaticamente pensar nas diversas ferramentas digitais que já estão disponíveis e sendo utilizadas pela maioria das pessoas: Twitter, Facebook, Linkedin, WhatsApp, Slideshare, YouTube, dentre outras.

É inegável que todas elas são meios que permitem às pessoas buscar, obter e compartilhar conhecimentos e informações em rede, o que na prática pode significar um aprendizado social. O fato é que essas e outras ferramentas já estão completamente integradas dentro da rotina das pessoas. E nos próximos anos outras ferramentas surgirão e serão igualmente aceitas, uma vez que o ser humano tem a necessidade natural de se comunicar e viver coletivamente.

O aprendizado tradicional em formato de cursos formais (presenciais ou on-line) pode oferecer aprendizado até certos níveis. Já o aprendizado social, organizado em redes e baseado em estratégias educacionais bem definidas, pode ampliar a capacidade de aprendizado das pessoas.

Se as ferramentas já estão disponíveis então quais os motivos para o aprendizado social ainda ser tratado por muitos como algo embrionário? Na verdade muitas organizações já utilizam o aprendizado social há muitos anos por meio de redes e ferramentas próprias mas existe um gigantesco potencial para a maioria das organizações.

A capacidade das organizações oferecerem educação ou treinamento formal continuará a esbarrar nos obstáculos tradicionais: tempo limitado dos professores e instrutores, espaço físico limitado, dificuldades de locomoção urbana das pessoas, restrições de distâncias, etc. Por isso o e-Learning cresceu e continuará crescendo, porém precisamos ter em mente que o aprendizado se tornará um conjunto de experiências ao invés de um processo formal e tradicional.

Esse aprendizado integrado não acontecerá sem a adoção de ferramentas e estratégias que promovam, acompanhem e reconheçam o aprendizado social. Por isso é fundamental que exista uma arquitetura de aprendizado que integre os diferentes meios e ferramentas dentro de uma linha mestra instrucional capaz de garantir o aprendizado.

Essa integração já sendo vista em algumas plataformas de aprendizado mais modernas que nativamente se comunicam com ferramentas de blog, redes sociais, sistemas de comunicação instantânea, e que já oferecem mecanismos que promovem a gamefication dos processos de aprendizado através de sistemas de pontuação, ranking dos melhores alunos, comparativo entre grupos, etc.

Esse cenário pode parecer bem mais complexo pela quantidade de novas variáveis, então o ideal é agir sempre com moderação e  escolher ferramentas que demonstrem um propósito muito claro de aprendizado dentro do contexto geral. Quanto mais meios e ferramentas forem adotadas maior será a complexidade de um projeto.

Em um futuro não muito distante a força de trabalho será composta em sua maioria por pessoas que praticamente já nasceram com dispositivos móveis nas mãos e que não conheceram o mundo sem o Facebook ou o WhatsApp. Por isso todas as experiências que já estão sendo conduzidas para promover e integrar o aprendizado social contarão com o apoio irrestrito de uma parte fundamental: o próprio público-alvo!

Na próxima semana traremos o sexto artigo desta nossa série. Ele tratará da transformação do aprendizado em sala de aula. Boa leitura e bom aprendizado social!

Equipe Clarity Solutions

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Como Melhorar os Seus Cursos em Rapid Learning

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O Rapid Learning se tornou um marco no dinâmico mercado mundial de e-Learning ao permitir que qualquer pessoa pudesse criar e compartilhar conteúdo de aprendizado. Isso aconteceu há quase uma década e após a popularização do modelo o desafio passou a ser como elevar o nível do conteúdo produzido extraindo o máximo do que as ferramentas de autoria oferecem.

Nesse artigo nós vamos relacionar algumas diretrizes que podem ajudar a melhorar o nível dos cursos produzidos na modalidade Rapid Learning tendo em vista qualidade, produtividade e eficácia do aprendizado.

  • Estabeleça um processo: essa é uma ação que pode causar um impacto extremamente positivo! Quem ainda não possui um processo de produção adequado certamente está deixando de lado questões de qualidade, produtividade e eficácia de aprendizado. Um processo adequado é aquele aderente à sua realidade e contexto, sem excessos. Resumidamente estamos falando de processos típicos que incluem o planejamento para levantamento de informações, desenho instrucional para organização do conhecimento, etapas de construção e montagem do curso, validações de especialistas, métricas de qualidade e formatos de publicação.
  • Menos planejamento, mais produção: é muito comum perder oportunidades incríveis de obter resultados práticos através de treinamentos on-line simplesmente pelo excesso de planejamento ou zelo na concepção de um novo projeto. É importante começar e fazer. Isso porque a experiência nos garante aprendizado e o Rapid Learning permite que qualquer autor rapidamente produza versões novas e melhores de um treinamento a partir do feedback obtido junto ao público treinado.
  • Trate o Rapid Learning com seriedade: se o Rapid Learning pode melhorar o desempenho das pessoas, então pode trazer resultados positivos para uma organização, seja ela acadêmica ou corporativa. Portanto, trate o Rapid Learning como algo realmente importante. Essa seriedade pode ser um fator chave para o sucesso ou fracasso da iniciativa. Lembre-se de buscar e garantir os recursos necessários antes de começar um novo projeto. Então gerencie o projeto para garantir o cumprimento de prazos e objetivos. As pessoas envolvidas precisam dedicar tempo! Não permita que o projeto seja tratado somente como mais uma tarefa de alguém.
  • Menor = Melhor: produza conteúdos de aprendizado curtos que realmente possam ser absorvidos com rapidez pelo seu público. Se possuir um conteúdo vasto, divida-o em módulos breves. Isso fará uma grande diferença. Atualmente as pessoas esperam obter informações de forma ágil e descomplicada. Organizar conhecimento em módulos com curta duração irão de encontro a esta expectativa. Tenha somente o cuidado de garantir que cada módulo trate o respectivo tema com o mínimo de aprofundamento necessário para garantir um aprendizado relevante.
  • Foco no aprendizado: o Rapid Learning será um sucesso se as pessoas perceberem que aprendem através dele. Essa valorização é essencial, portanto, mantenha sempre o foco no conteúdo e no aprendizado que ele proporciona. Pense na facilidade de absorção do conhecimento pelas pessoas. Desenvolva alguns projetos que possam servir como exemplos para benchmarking e sirvam como parâmetro para quem está “embarcando” no Rapid Learning agora.
  • Oriente e apoie os especialistas: trabalhe sempre muito próximo dos especialistas. Oriente-os para que eles produzam o conhecimento necessário no melhor formato possível para alimentar as etapas seguintes de produção. Se necessário treine-os no processo! Esse engajamento é outro fator chave para garantir a eficácia do conteúdo e também pode significar um aumento de produtividade. Um projeto em Rapid Learning não depende de uma única pessoa, mas de um time que trabalhe em conjunto.
  • Pense na reutilização de objetos: quanto mais cursos você produzir maiores serão as chances de reaproveitamento de objetos. Trabalhe para criar uma biblioteca de elementos como templates, imagens, animações, etc., que possam ser reutilizados. Isso vai garantir aumento de produtividade e redução de custos. Lembre-se que o foco deve estar no conteúdo, logo não haverá problemas se alguns objetos aparecerem em vários cursos.
  • Padronize as ferramentas de autoria: mesmo que você possua um processo mais aberto para a produção de conteúdos, com várias equipes de áreas diferentes trabalhando com autonomia nos projetos, estabeleça limites para a adoção de ferramentas de autoria. Se necessário adote uma ou mais ferramentas, mas não abra demais este leque. Foque nas ferramentas que podem ser mais úteis para cada tipo de projeto e trate-as como as ferramentas credenciadas para a autoria de cursos. Essa padronização garantirá maior sinergia entre as equipes e maior potencial para reutilização de objetos.
  • Invista em grupos ou comunidades de estudo: uma ideia para garantir a permanente evolução dos cursos produzidos em Rapid Learning é montar um grupo de estudos composto pelas pessoas envolvidas no processo de produção: autores, especialistas, designers instrucionais, desenvolvedores web, etc. Todos os envolvidos aprenderão algo em cada projeto. Promova o compartilhamento desse aprendizado dentro deste grupo com a troca de experiências e informações. Organize encontros presenciais ou simplesmente estabeleça uma comunidade on-line. Lembre-se novamente: trate o Rapid Learning como algo importante e os seus resultados também serão!

 

Referências:

“Tips for Rapid Learning Roll Out” – CrossKnowledge

“e-Learning” – Marc Rosenberg

 

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Tendência #4: O fim do padrão SCORM?

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Nessa semana vamos tratar da 4ª macrotendência para o mercado de treinamento até 2020. Para muitas pessoas que estão envolvidas há mais tempo com projetos de e-Learning, tenho certeza de que a pergunta título deste artigo pode gerar surpresa, preocupação ou até mesmo alívio.

Na medida em que vemos uma crescente difusão de formatos e meios de aprendizado torna-se natural que a flexibilidade e a capacidade de integrar conhecimento em formatos distintos tornam-se necessidades reais para quem promove o aprendizado por meio de tecnologias.

Se no começo na década de 2000 havia muito burburinho sobre o SCORM, recentemente começou a existir em muitos países do mundo o mesmo nível de ruído só que para tratar do possível fim deste padrão. Isso porque surgiu o Experimento Tin Can API que promete ser um dos candidatos para derrubar o SCORM do seu trono.

O interessante é que se ouve e se lê o mesmo tipo de comentários de 15 anos atrás, ou seja, existiam muitas pessoas que na época se preocupavam com o SCORM sem mesmo que houvesse a certeza sobre a sua consolidação. Mesmo assim era normal ouvir constantemente frases como “esse produto é compatível com SCORM?”, “esse conteúdo é SCORM?”.

O fato é que o SCORM “estacionou” no tempo, enquanto que o mundo continuou a evoluir e a diversificar as formas de aprendizado e de comunicação. Se olharmos detalhadamente para o cenário atual veremos que o SCORM apresenta limitações severas quando pensamos em integrar ferramentas de comunicação, o aprendizado Mobile, o aprendizado informal, etc.

Além disso, as antigas limitações para registrar e gerenciar informações através do SCORM continuam. Para muitos especialistas essa é a principal razão que fará com que um novo padrão se estabeleça e seja amplamente defendido. Podemos pensar, por exemplo, nos dados registrados por meio de uma avaliação respondida. Se no SCORM o registro se restringe ao status de aprovação ou reprovação e à pontuação obtida, no Tin Can API a promessa é coletar dados qualitativos que permitam uma análise mais criteriosa do aprendizado de um indivíduo.

Entretanto, lembre-se de que não existe mágica! A partir do momento em que se estabelece um modelo mais flexível e aberto é natural pensar que a complexidade crescerá. Um novo padrão mais flexível e aberto poderá significar a necessidade de conhecimentos técnicos mais específicos para quem vier a desenhar e implementar cursos em e-Learning.

Mesmo assim não há motivos para qualquer tipo de urgência. O SCORM ainda conseguirá sobreviver por um bom tempo devido ao volume de cursos já existentes, ao funcionamento atual das plataformas LMS e das ferramentas de autoria. Porém, se houver interesse em trabalhar com cursos on-line mais abrangentes e flexíveis, e que integrem conteúdos diversificados e de fontes distintas é importante começar a pensar em avaliar outras opções como o Tin Can API.

Na próxima semana o tema do quinto artigo desta série especial será “A consolidação do aprendizado social ou social learning”. Boa leitura!

Equipe Clarity Solutions

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Motivos para Adotar um LMS na Nuvem

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São muitos os motivos para se optar por um LMS na nuvem (Cloud LMS). Há alguns anos até seria justa uma discussão sobre as possíveis vantagens e desvantagens desse modelo frente ao tradicional uso de um LMS no modelo in-house ou instalado dentro de casa. Atualmente essa discussão simplesmente não cabe mais.

Se pensarmos em uma organização que está planejando iniciar a utilização de um LMS basta pesar alguns fatores como investimento, facilidade de implementação e manutenção para rapidamente perceber que esta não é sequer uma disputa. O LMS na nuvem é de longe a melhor alternativa, pois basicamente é possível obter todos os benefícios da solução LMS de forma muito mais econômica e simples.

A economia está principalmente na ausência de investimentos diretos com hardware, software e com a equipe de TI para manter servidores e aplicações rodando. E essa economia não é pouca, acredite. Os custos para manter soluções rodando dentro de um data center próprio são gigantescos quando comparados ao uso de soluções oferecidas em escala através da nuvem.

Esse cenário de elevada aceitação por soluções cloud está provocando um outro fenômeno interessante no mundo dos provedores de LMS: a rápida popularização das soluções que são realmente cloud, ou seja, foram desenhadas e construídas para essa finalidade.

Plataformas mais tradicionais e antigas, que foram concebidas ao longo da última década para serem instaladas na infra estrutura do cliente estão sendo superadas por soluções mais modernas que demonstram vantagens significativas em termos de compatibilidade com dispositivos móveis, usabilidade e simplicidade de uso, facilidade de implementação e baixos investimentos.

Essa eliminação de barreiras provocada pelo cloud LMS pode gerar nos próximos anos uma transição acentuada no modelo pré-estabelecido para os projetos de aprendizado. Fornecedores mais tradicionais precisarão reformular os seus sistemas para apresentar um desempenho tão bom na nuvem quanto os dos seus concorrentes, ou caso contrário assumirão os riscos de verem seus clientes migrarem rapidamente para soluções mais interessantes, amigáveis e econômicas.

Uma outra vantagem das plataformas cloud LMS é a facilidade de integração com outros aplicativos, redes sociais e soluções de terceiros. Considerando a diversidade de ferramentas pelas quais as pessoas se comunicam, interagem e aprendem nos dias de hoje, essa é uma questão crítica para facilitar a adoção de uma plataforma e a experiência de aprendizado dos públicos atendidos.

Algumas características importantes devem continuar a nortear o processo de análise e escolha de uma plataforma LMS na nuvem. Vejamos algumas delas:

  • Escalabilidade: capacidade para eventualmente começar com um público reduzido mas ter a possibilidade de aumentar rapidamente o nível de utilização com um elevado acréscimo de usuários e cursos com garantia de manutenção da performance.
  • Integração com ferramentas sociais: facilidades para promover o aprendizado colaborativo, seja através de ferramentas nativas da plataforma, seja através da integração com redes sociais populares (Facebook, Twitter, Linkedin, etc.).
  • Conteúdos em formatos diversificados: foi-se o tempo em que um curso on-line era necessariamente um pacote SCORM. Uma solução moderna precisa estar preparada para suportar e oferecer tracking sobre conteúdos em formatos diversos, incluindo vídeo, sem a necessidade de empacotamento SCORM.
  • Capacidade para a entrega de conteúdos em formatos de vídeo: pesquisas apontam para o elevado crescimento nos próximos anos da adoção do vídeo como um formato preferencial para treinamento. As plataformas LMS mais modernas já oferecem funcionalidades nativas e sem custos adicionais para o streaming de vídeo em formatos para PC e dispositivos móveis.
  • Compatibilidade Mobile: aqui estamos falando de uma plataforma que realmente seja 100% compatível com dispositivos móveis, incluindo o iOS. Isso significa que usuários com papéis administrativos ou usuários com perfil de aluno devem conseguir usar 100% das funcionalidades através de um tablete ou smartphone. Afinal, o aprendizado atualmente acontece através de diferentes momentos em diferentes meios.
  • Segurança dos dados: busque um provedor que lhe garanta todas as seguranças em termos de manutenção e confidencialidade dos dados. Avalie quem são os seus clientes e quais são as condições contratuais que poderão lhe assegurar essa segurança.

Equipe Clarity Solutions

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