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A Heutagogia e a Aprendizagem de Adultos

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Quem acompanha de perto as práticas mais recentes voltadas para a aprendizagem de adultos percebe claramente as frequentes mudanças de expectativas e de formatos aplicados. Tais mudanças tem se mostrado maiores em virtude do contexto profissional das grandes organizações, do modo de pensar e agir da força de trabalho mais jovem e das novas tecnologias disponíveis.

Para desenhar e desenvolver programas de aprendizado que sejam efetivos para adultos é essencial conhecer alguns pressupostos sobre como as pessoas adultas aprendem.

Os adultos se motivam de acordo com os seus interesses e necessidades. Além disso, a sua orientação de aprendizado normalmente é dirigida para a sua vida, ou seja, o que pode melhorá-la ou influenciá-la tanto no âmbito profissional como pessoal.

Estudos e teorias também apontam que a mais rica fonte de aprendizado para adultos é a experiência, prática ou analítica, e que os adultos geralmente preferem um certo grau de autonomia para direcionar seus estudos e escolhas.

Você certamente já ouviu falar sobre a andragogia, que pode ser definida conceitualmente como a ciência de orientar adultos a aprender, assim como a pedagogia se refere à educação para crianças.

A andragogia determina que o adulto deve ser o sujeito da educação e que sua motivação está diretamente relacionada à sua vontade de aprender e de crescer, porém é o professor quem determina o que aprender enquanto o adulto escolhe como aprender.

No que consiste então a heutagogia? Trata-se de uma teoria que determina que o estudante é o único responsável pela sua aprendizagem, sendo ele portanto, quem define o que e como aprender. A heutagogia também defende que o aprendizado acontece por meio de experiências práticas e quanto mais se erra, mais se aprende.

Uma importante pergunta surge quando pensamos em aplicar a heutagogia. Uma pessoa adulta está preparada para saber escolher o que aprender e sem o apoio direto de um professor ou instrutor? Eis que surge então o importante conceito de aprender a aprender.

Torna-se fundamental então ensinar o adulto a refletir e atuar como agente único do seu desenvolvimento profissional e pessoal. Cabe às organizações (educacionais ou corporativas) estruturar modelos e ambientes de aprendizado que sejam propícios à prática da heutagogia.

É preciso que tais ambientes favoreçam a aprendizagem autodirigida, incentivem a interação e a colaboração entre pessoas com interesses de aprendizado parecidos, garantam que os conhecimentos sejam assimilados de forma ágil e objetiva e que sua ênfase esteja na aprendizagem e não no ensino.

É importante saber que atualmente o conhecimento está disponível e acessível através da Internet. Basta que uma pessoa queira encontra-lo, ou seja, quando o foco deixa de ser o processo de ensino e passa a ser a obtenção do aprendizado, é fundamental ter consciência de que redes sociais, blogs, wikis, vídeos, artigos científicos, cursos on-line, etc., tornam-se meios reais para se obter e compartilhar conhecimento.

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Pensando em mudar de LMS? 5 Dicas para uma transição tranquila

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É natural que na medida em que os projetos evoluem e os desafios de negócios tornam-se maiores que determinados sistemas já em utilização tornem-se insuficientes para se realizar e alcançar tudo o que se objetiva. Esta realidade também envolve o LMS ou plataforma de aprendizado nas organizações.

Também é frequente que uma organização esteja em busca de uma nova plataforma porque simplesmente não está sendo bem atendida pelo fornecedor atual ou até mesmo por motivos de orçamento. Seja qual for a razão que está motivando a busca por uma nova plataforma, é importante levar em conta alguns fatores chave para uma transição tranquila de uma plataforma já em uso para uma nova.

  1. Identifique claramente os problemas que motivam a troca

Antes de trocar de plataforma LMS é muito importante refletir e identificar porque existe a necessidade de trocar de sistema. Estas razões precisam ser justificáveis e muito claras, e normalmente tratam de: custos inadequados, tecnologia ultrapassada e pouca inovação, suporte pós-vendas ineficaz, baixa adoção pelo público atendido, interface de usuário pouco amigável, dentre outras razões.

A troca de plataforma é uma decisão que precisa ser muito bem ponderada uma vez que pode envolver um investimento razoável em termos financeiros e provoca mudanças com impacto direto para os usuários. Por isso, se a tarefa de identificar claramente os problemas que motivam a troca for difícil para você e sua organização, poderá ser igualmente difícil conseguir justificar a troca. Uma prática interessante pode ser conversar e pesquisar junto aos usuários e administradores para entender o que é complicado na visão deles e a partir daí criar um relatório que ajude a cruzar informações e mapear os principais problemas e limitações da plataforma em uso.

  1. Descreva as expectativas para o novo LMS

Uma vez que os problemas foram identificados é necessário descrever o que se espera do novo LMS. Determine os novos requisitos considerando também os objetivos de negócio e baseando-se na experiência adquirida. Para este trabalho procure envolver outras pessoas ou departamentos que dependam do LMS e tente mapear itens de inovação que sejam importantes na visão deles.

Depois de criar um documento detalhado com a especificação dos novos requerimentos verifique o quanto esta lista está alinhada à situação atual e seus problemas. Avalie o quanto o novo sistema pode melhorar este cenário. Se estes novos requerimentos não tratarem de todos os problemas identificados antes, então esta descrição não estará completa.

  1. Identifique os principais desafios técnicos e faça uma análise de viabilidade

Chegou o momento de avaliar se a troca de plataforma é viável tecnicamente e os seus desafios. Organize tais desafios em categorias como por exemplo: migração de dados, histórico de aprendizado, facilidade de adaptação pelos usuários finais, competências e conhecimentos técnicos da equipe de administração para operar o novo LMS. É fundamental levantar estas questões e discuti-las inclusive com os provedores de plataformas que serão considerados no processo de troca.

  1. Faça um planejamento para a migração de dados

Este é um dos mais críticos tópicos para análise quando se pensa em trocar de uma plataforma LMS para outra. Sempre que tratamos de sistemas distintos é importante saber que a natureza de cada plataforma é diferente o que inclui a sua organização de dados. É preciso compreender o impacto e os esforços para esta migração de dados.

É comum conhecer casos em que a organização simplesmente desistiu de migrar os dados antigos de histórico para o novo LMS pois este trabalho seria muito extenso e caro. Nesta hipótese deve-se guardar a base e os relatórios antigos e começar um novo histórico de aprendizado na nova plataforma.

Ainda assim, existem outros dados que normalmente podem ser migrados mais facilmente e não devem envolver um investimento alto. Dentre eles estão: os dados cadastrais atuais dos usuários, cursos e pacotes SCORM, objetos de aprendizado como vídeos e documentos, avaliações e testes, etc. A migração destes dados tende a ser mais tranquila, se tratando mais de um trabalho operacional do que técnico.

É importante procurar trabalhar de forma colaborativa com as diferentes partes envolvidas, o que pode incluir dois ou mais fornecedores e diferentes departamentos na sua organização. Cuidados e decisões corretas nesta fase podem ser determinantes para o sucesso ou não da migração de um LMS para outro.

  1. Entenda as limitações e exclusões da transição

Durante esse processo de transição é imperativo compreender as limitações e exclusões do novo sistema. Uma transição deste tipo nunca garantirá a manutenção de 100% dos dados previamente existentes, nem que os processos anteriores continuarão sendo os mesmos.

Estes são fatores inicialmente desconhecidos quando se pensa em mudar de plataforma e serão conhecidos somente no momento da transição, mas é importante se preparar e ter consciência que limitações são normais e que algumas adaptações serão necessárias. É importante que tais limitações não tornem-se mais importantes do que os problemas mapeados e acabem por postergar a decisão pela troca.

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Referências: Switching your LMS? 5 essential tips for a smooth transition – Docebo e-Learning Blog

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9 Questões para Selecionar a Melhor Solução LMS para a sua Organização

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Somente em 2013 foram investidos em todo o mundo aproximadamente US$ 2 bilhões somente em plataformas do tipo LMS de acordo com estudos da consultoria Bersin & Associates. Se a sua organização tem o desafio de escolher uma solução LMS esse artigo pode ajudar a direcionar essa busca e otimizar esforços.

Com tantas opções de plataformas LMS no mercado torna-se fundamental ter conhecimento sobre o que é mais importante para suportar o seu projeto. Abaixo relacionamos 9 tópicos principais que podem direcionar essa análise.

  1. Que tipo de conteúdo será disponibilizado para fins de aprendizado por meio do LMS?

Cursos em Flash, HTML5, arquivos em PDF para leitura, PowerPoint, planilhas, conteúdos em vídeo, simulações e business games, avaliações de conhecimento, etc.? Talvez a sua primeira resposta para a pergunta acima seja “quero disponibilizar todos esses tipos de conteúdos!”. Mesmo que você não comece o seu projeto com todos esses tipos de objetos é provável que mais cedo ou mais tarde surja a necessidade de diversificar a adoção destes tipos. Por isso, é fundamental refletir sobre este tópico e ter certeza de que o LMS que você busca está preparado para suportar os formatos mais importantes para a sua iniciativa, tanto no início como durante a evolução do projeto. 

  1. O seu LMS deverá tratar também do aprendizado tradicional?

Essa é uma importante pergunta. Atualmente a maioria das organizações que buscam um LMS também espera que a plataforma viabilize a gestão do aprendizado tradicional, ou seja, o que acontece em sala de aula. Isso significa para muitos uma tentativa de aposentar as planilhas Excel utilizadas para essa finalidade. Se essa expectativa existir, tenha em mente que o seu projeto será mais complexo e de que torna-se essencial aprofundar a análise do LMS para entender as suas funcionalidades para a gestão do presencial.

  1. Quais são as funcionalidades essenciais para o seu projeto?

Aqui vale a pena uma dica: seja realista e aja com moderação! Reflita o tempo que for necessário para criar uma lista de funcionalidades essenciais que realmente seja relevante e viável dentro do seu projeto. Não exagere nesta lista. Mantenha o foco no que é mais importante. Você precisa que o LMS seja compatível com dispositivos móveis (Exemplo: tablets, iPad, etc.), que suporte o aprendizado colaborativo, ofereça recursos nativos de gamification, esteja preparado para suportar vídeos? Esses são alguns exemplos de funcionalidades que podem surgir na sua lista. Tendo em mãos uma lista bem estruturada será possível aumentar bastante as chances de fazer a melhor escolha e de não se deixar levar por funcionalidades que podem parecer úteis mas que na prática nem serão utilizadas.

  1. Qual o nível de conhecimento técnico das pessoas que irão administrar ou operar o seu LMS?

Essa questão é importantíssima pois em muitos casos o casamento entre equipe de projeto e plataforma LMS simplesmente não dá certo. Se a equipe que irá administrar o LMS for composta por pessoas com maior experiência em treinamento busque uma solução simples e intuitiva. Somente adote uma solução mais complexa em termos técnicos se você contar com uma equipe de TI para tratar das questões do dia-a-dia. É fundamental explorar durante o processo de seleção o quão simples uma plataforma é em termos de operação e utilização, ou seja, avalie como será o trabalho dos administradores do LMS. Isso ajudará a escolher uma plataforma que seja adequada para a sua equipe e não o contrário.

  1. Que tipos de relatórios você precisa?

Defina os tipos de relatórios que você precisa. Tenha cuidado somente para não buscar relatórios muito sofisticados pois a maioria das plataformas LMS oferece pacotes básicos e isso pode lhe dar a ideia de que nenhuma delas será capaz de lhe atender. Pense sempre em termos das informações que precisa. Avalie se a plataforma LMS oferece funcionalidades para que a sua própria equipe (técnica ou não) crie novas visões e relatórios com facilidade e se os dados podem ser exportados por exemplo para o Excel. Isso evitará que você tenha que investir mais dinheiro e depender do fornecedor sempre que precisar de um relatório novo.

  1. Qual é o público do seu projeto?

Colaboradores, clientes, parceiros? Pense em como essas pessoas acessarão os cursos. Esse acesso será gratuito ou pago? Como será o cadastro dessas pessoas no LMS: elas mesmas se cadastrarão? Entender bem as condições do público que fará uso do LMS é fundamental para buscar um LMS que seja adequado, inclusive em termos de facilidades de uso. Se há interesse em vender cursos será necessário que o LMS ofereça funcionalidades de e-commerce. Se você não possui uma base de dados para cadastro das pessoas então entenda como o LMS trataria um auto cadastro. Tenha em mente que quanto maior o seu público-alvo mais importante torna-se esse tópico.

  1. Qual o seu orçamento para o LMS?

Certamente você não quer investir o seu tempo estudando plataformas que não poderá contratar por limitações de orçamento. Para essa análise não leve em conta somente o que será pago para implementar e utilizar o LMS. Lembre-se da sua equipe e da produtividade que ela terá com o LMS. Uma plataforma complicada para quem administra significa menos produtividade e pode exigir uma equipe maior, o que na prática envolve maiores custos. Pense também nas opções de ter o LMS hospedado pelo fornecedor ou nos servidores da sua organização. Quase sempre será mais vantajoso financeiramente optar pela primeira opção. É importante não estourar o seu orçamento com o LMS pois você ainda terá que investir para produzir e implementar os cursos.

  1. Qual o seu prazo de implementação?

Pense em todo o processo. Você terá que investir tempo para listar os seus requerimentos (o que pode levar algumas semanas ou meses), para conhecer os fornecedores e suas soluções (mais algumas semanas), avaliar e ajustar propostas, negociar, escolher o LMS e formalizar a sua contratação. Além disso, depois você terá o tempo de implementação da plataforma. Normalmente esses prazos levam mais tempo na prática do que gostaríamos. Pode ser muito importante nesse período ter acesso a uma versão de testes (trial) para conhecer a fundo cada LMS. Muitos fornecedores oferecem essa opção e não a desperdice! Lembre-se de que não há nada que lhe dirá melhor sobre um sistema do que acessá-lo e experimentá-lo com as suas próprias mãos. Faça o test-drive!

  1. Quem hospedará o LMS: o fornecedor ou sua organização?

Se você optar por uma solução gratuita ou pela aquisição do software LMS terá que providenciar a infraestrutura para a sua instalação, hospedagem, manutenção, back-up, etc. Por isso a grande maioria das organizações tem optado pela alternativa de manter o LMS hospedado pelo fornecedor, contratando não só o software mas a solução completa. Atualmente isso significa economia e simplicidade. É provável que a área de TI da sua organização já possua uma quantidade razoável de sistemas e aplicativos para cuidar e por isso existe uma preferência atualmente por manter soluções como o LMS sob responsabilidade do fornecedor. Entenda as condições técnicas desta hospedagem externa, questões contratuais e confidencialidade dos dados para se certificar de que estejam alinhadas às políticas de TI da sua organização. Mesmo que a opção de hospedagem externa seja uma diretriz do seu projeto tente contar com o apoio da área de TI desde o início do projeto. Essa ajuda pode ser muito útil em todas as fases do processo de seleção de plataforma.

Recomendamos como leitura complementar sobre este assunto outro artigo publicado previamente neste blog: Como Escolher um LMS.

Fonte: “9 Questions to Help You Select the Best Learning Management System” – Portal elearningindustry.com

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Tendência #5: A Consolidação do Aprendizado Social ou Social Learning

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Chegamos à metade da nossa série sobre as tendências para o mercado de treinamento. No post desta semana vamos abordar a 5ª tendência: a consolidação do aprendizado social. Se você não teve a chance de ler os posts anteriores sobre as outras 4 tendências que abordamos até a presente data, clique aqui para acessá-los.

Para começarmos esse artigo é importante pontuarmos a definição teórica do aprendizado social. Trata-se do aprendizado que ocorre dentro de um contexto social, por meio da observação ou instrução direta. Esse aprendizado também ocorre através da observação das consequências geradas por um ou mais comportamentos ou decisões de um indivíduo ou grupo.

Ao tratarmos do aprendizado social dentro do contexto da educação e do treinamento podemos automaticamente pensar nas diversas ferramentas digitais que já estão disponíveis e sendo utilizadas pela maioria das pessoas: Twitter, Facebook, Linkedin, WhatsApp, Slideshare, YouTube, dentre outras.

É inegável que todas elas são meios que permitem às pessoas buscar, obter e compartilhar conhecimentos e informações em rede, o que na prática pode significar um aprendizado social. O fato é que essas e outras ferramentas já estão completamente integradas dentro da rotina das pessoas. E nos próximos anos outras ferramentas surgirão e serão igualmente aceitas, uma vez que o ser humano tem a necessidade natural de se comunicar e viver coletivamente.

O aprendizado tradicional em formato de cursos formais (presenciais ou on-line) pode oferecer aprendizado até certos níveis. Já o aprendizado social, organizado em redes e baseado em estratégias educacionais bem definidas, pode ampliar a capacidade de aprendizado das pessoas.

Se as ferramentas já estão disponíveis então quais os motivos para o aprendizado social ainda ser tratado por muitos como algo embrionário? Na verdade muitas organizações já utilizam o aprendizado social há muitos anos por meio de redes e ferramentas próprias mas existe um gigantesco potencial para a maioria das organizações.

A capacidade das organizações oferecerem educação ou treinamento formal continuará a esbarrar nos obstáculos tradicionais: tempo limitado dos professores e instrutores, espaço físico limitado, dificuldades de locomoção urbana das pessoas, restrições de distâncias, etc. Por isso o e-Learning cresceu e continuará crescendo, porém precisamos ter em mente que o aprendizado se tornará um conjunto de experiências ao invés de um processo formal e tradicional.

Esse aprendizado integrado não acontecerá sem a adoção de ferramentas e estratégias que promovam, acompanhem e reconheçam o aprendizado social. Por isso é fundamental que exista uma arquitetura de aprendizado que integre os diferentes meios e ferramentas dentro de uma linha mestra instrucional capaz de garantir o aprendizado.

Essa integração já sendo vista em algumas plataformas de aprendizado mais modernas que nativamente se comunicam com ferramentas de blog, redes sociais, sistemas de comunicação instantânea, e que já oferecem mecanismos que promovem a gamefication dos processos de aprendizado através de sistemas de pontuação, ranking dos melhores alunos, comparativo entre grupos, etc.

Esse cenário pode parecer bem mais complexo pela quantidade de novas variáveis, então o ideal é agir sempre com moderação e  escolher ferramentas que demonstrem um propósito muito claro de aprendizado dentro do contexto geral. Quanto mais meios e ferramentas forem adotadas maior será a complexidade de um projeto.

Em um futuro não muito distante a força de trabalho será composta em sua maioria por pessoas que praticamente já nasceram com dispositivos móveis nas mãos e que não conheceram o mundo sem o Facebook ou o WhatsApp. Por isso todas as experiências que já estão sendo conduzidas para promover e integrar o aprendizado social contarão com o apoio irrestrito de uma parte fundamental: o próprio público-alvo!

Na próxima semana traremos o sexto artigo desta nossa série. Ele tratará da transformação do aprendizado em sala de aula. Boa leitura e bom aprendizado social!

Equipe Clarity Solutions

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Tendência #4: O fim do padrão SCORM?

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Nessa semana vamos tratar da 4ª macrotendência para o mercado de treinamento até 2020. Para muitas pessoas que estão envolvidas há mais tempo com projetos de e-Learning, tenho certeza de que a pergunta título deste artigo pode gerar surpresa, preocupação ou até mesmo alívio.

Na medida em que vemos uma crescente difusão de formatos e meios de aprendizado torna-se natural que a flexibilidade e a capacidade de integrar conhecimento em formatos distintos tornam-se necessidades reais para quem promove o aprendizado por meio de tecnologias.

Se no começo na década de 2000 havia muito burburinho sobre o SCORM, recentemente começou a existir em muitos países do mundo o mesmo nível de ruído só que para tratar do possível fim deste padrão. Isso porque surgiu o Experimento Tin Can API que promete ser um dos candidatos para derrubar o SCORM do seu trono.

O interessante é que se ouve e se lê o mesmo tipo de comentários de 15 anos atrás, ou seja, existiam muitas pessoas que na época se preocupavam com o SCORM sem mesmo que houvesse a certeza sobre a sua consolidação. Mesmo assim era normal ouvir constantemente frases como “esse produto é compatível com SCORM?”, “esse conteúdo é SCORM?”.

O fato é que o SCORM “estacionou” no tempo, enquanto que o mundo continuou a evoluir e a diversificar as formas de aprendizado e de comunicação. Se olharmos detalhadamente para o cenário atual veremos que o SCORM apresenta limitações severas quando pensamos em integrar ferramentas de comunicação, o aprendizado Mobile, o aprendizado informal, etc.

Além disso, as antigas limitações para registrar e gerenciar informações através do SCORM continuam. Para muitos especialistas essa é a principal razão que fará com que um novo padrão se estabeleça e seja amplamente defendido. Podemos pensar, por exemplo, nos dados registrados por meio de uma avaliação respondida. Se no SCORM o registro se restringe ao status de aprovação ou reprovação e à pontuação obtida, no Tin Can API a promessa é coletar dados qualitativos que permitam uma análise mais criteriosa do aprendizado de um indivíduo.

Entretanto, lembre-se de que não existe mágica! A partir do momento em que se estabelece um modelo mais flexível e aberto é natural pensar que a complexidade crescerá. Um novo padrão mais flexível e aberto poderá significar a necessidade de conhecimentos técnicos mais específicos para quem vier a desenhar e implementar cursos em e-Learning.

Mesmo assim não há motivos para qualquer tipo de urgência. O SCORM ainda conseguirá sobreviver por um bom tempo devido ao volume de cursos já existentes, ao funcionamento atual das plataformas LMS e das ferramentas de autoria. Porém, se houver interesse em trabalhar com cursos on-line mais abrangentes e flexíveis, e que integrem conteúdos diversificados e de fontes distintas é importante começar a pensar em avaliar outras opções como o Tin Can API.

Na próxima semana o tema do quinto artigo desta série especial será “A consolidação do aprendizado social ou social learning”. Boa leitura!

Equipe Clarity Solutions

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Motivos para Adotar um LMS na Nuvem

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São muitos os motivos para se optar por um LMS na nuvem (Cloud LMS). Há alguns anos até seria justa uma discussão sobre as possíveis vantagens e desvantagens desse modelo frente ao tradicional uso de um LMS no modelo in-house ou instalado dentro de casa. Atualmente essa discussão simplesmente não cabe mais.

Se pensarmos em uma organização que está planejando iniciar a utilização de um LMS basta pesar alguns fatores como investimento, facilidade de implementação e manutenção para rapidamente perceber que esta não é sequer uma disputa. O LMS na nuvem é de longe a melhor alternativa, pois basicamente é possível obter todos os benefícios da solução LMS de forma muito mais econômica e simples.

A economia está principalmente na ausência de investimentos diretos com hardware, software e com a equipe de TI para manter servidores e aplicações rodando. E essa economia não é pouca, acredite. Os custos para manter soluções rodando dentro de um data center próprio são gigantescos quando comparados ao uso de soluções oferecidas em escala através da nuvem.

Esse cenário de elevada aceitação por soluções cloud está provocando um outro fenômeno interessante no mundo dos provedores de LMS: a rápida popularização das soluções que são realmente cloud, ou seja, foram desenhadas e construídas para essa finalidade.

Plataformas mais tradicionais e antigas, que foram concebidas ao longo da última década para serem instaladas na infra estrutura do cliente estão sendo superadas por soluções mais modernas que demonstram vantagens significativas em termos de compatibilidade com dispositivos móveis, usabilidade e simplicidade de uso, facilidade de implementação e baixos investimentos.

Essa eliminação de barreiras provocada pelo cloud LMS pode gerar nos próximos anos uma transição acentuada no modelo pré-estabelecido para os projetos de aprendizado. Fornecedores mais tradicionais precisarão reformular os seus sistemas para apresentar um desempenho tão bom na nuvem quanto os dos seus concorrentes, ou caso contrário assumirão os riscos de verem seus clientes migrarem rapidamente para soluções mais interessantes, amigáveis e econômicas.

Uma outra vantagem das plataformas cloud LMS é a facilidade de integração com outros aplicativos, redes sociais e soluções de terceiros. Considerando a diversidade de ferramentas pelas quais as pessoas se comunicam, interagem e aprendem nos dias de hoje, essa é uma questão crítica para facilitar a adoção de uma plataforma e a experiência de aprendizado dos públicos atendidos.

Algumas características importantes devem continuar a nortear o processo de análise e escolha de uma plataforma LMS na nuvem. Vejamos algumas delas:

  • Escalabilidade: capacidade para eventualmente começar com um público reduzido mas ter a possibilidade de aumentar rapidamente o nível de utilização com um elevado acréscimo de usuários e cursos com garantia de manutenção da performance.
  • Integração com ferramentas sociais: facilidades para promover o aprendizado colaborativo, seja através de ferramentas nativas da plataforma, seja através da integração com redes sociais populares (Facebook, Twitter, Linkedin, etc.).
  • Conteúdos em formatos diversificados: foi-se o tempo em que um curso on-line era necessariamente um pacote SCORM. Uma solução moderna precisa estar preparada para suportar e oferecer tracking sobre conteúdos em formatos diversos, incluindo vídeo, sem a necessidade de empacotamento SCORM.
  • Capacidade para a entrega de conteúdos em formatos de vídeo: pesquisas apontam para o elevado crescimento nos próximos anos da adoção do vídeo como um formato preferencial para treinamento. As plataformas LMS mais modernas já oferecem funcionalidades nativas e sem custos adicionais para o streaming de vídeo em formatos para PC e dispositivos móveis.
  • Compatibilidade Mobile: aqui estamos falando de uma plataforma que realmente seja 100% compatível com dispositivos móveis, incluindo o iOS. Isso significa que usuários com papéis administrativos ou usuários com perfil de aluno devem conseguir usar 100% das funcionalidades através de um tablete ou smartphone. Afinal, o aprendizado atualmente acontece através de diferentes momentos em diferentes meios.
  • Segurança dos dados: busque um provedor que lhe garanta todas as seguranças em termos de manutenção e confidencialidade dos dados. Avalie quem são os seus clientes e quais são as condições contratuais que poderão lhe assegurar essa segurança.

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Como Escolher um LMS

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Como escolher um LMS

O LMS (Learning Management System) ou simplesmente AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem) é um sistema que permite promover e gerenciar as atividades de aprendizado e desenvolvimento dentro de uma organização. No artigo de hoje vamos apresentar de forma bem objetiva uma estratégia simples sobre como selecionar e escolher um LMS para a sua organização.

Escolher um LMS não é uma tarefa fácil sobretudo pela elevada quantidade de fornecedores, distintas opções e características de oferta, variedade de funcionalidades, pelo ritmo de inovação e pela diversidade de preços.

A estratégia que apresentaremos aqui se baseia em 5 dimensões ou etapas que podem otimizar bastante o seu investimento de tempo e aumentar as chances de acertar na escolha. Isso é fundamental pois a implementação de um LMS é como um casamento: se não der certo vai gerar muita dor de cabeça e custar dinheiro também.

Vamos então às 5 dimensões ou etapas de análise:

  1. Identificar as suas necessidades
  2. Definir os requerimentos
  3. Selecionar produtos habilitados
  4. Avaliar os produtos selecionados
  5. Escolher o seu LMS.

#1 Identificar as suas Necessidades

Você sabe o que é importante para a sua organização? Se não souber provavelmente concluirá de início que qualquer LMS poderá funcionar, mas na prática as coisas não funcionam bem assim.

A melhor maneira de começar é fazer uma boa lição de casa nesta etapa. Converse com a sua liderança e demais áreas envolvidas no projeto para identificar o que eles esperam do LMS e as suas necessidades de treinamento e gestão. O que se espera de benefícios com o LMS? Se o projeto em questão for para a substituição de um LMS que já existe na organização procure mapear o que eles pensam que deveria melhorar ou funcionar de forma diferente em uma nova solução.

Vejamos abaixo 3 exemplos de tópicos que podem ser mapeados nesta dimensão de análise:

  • Necessidade de atender públicos em outros países, seja de imediato ou em uma fase próxima do projeto.
  • Necessidade de atender usuários equipados com tablets, por exemplo, equipes de vendas ou de suporte em campo.
  • Políticas específicas de segurança da informação coordenadas pela área de TI que podem impactar na escolha do modelo de uso do LMS.

A qualidade das informações mapeadas nesta fase permitirá estabelecer os requerimentos que efetivamente vão direcionar o processo de seleção tornando-o aderente aos objetivos da organização quanto à adoção do LMS.

#2 Definir os Requerimentos

Nessa fase a lição de casa é estabelecer uma lista de requerimentos que serão a base para o critério de avaliação dos possíveis fornecedores. Quanto mais completa e clara for a sua lista de requerimentos mais fácil serão as etapas seguintes desse processo. O foco desse trabalho deve estar no que os alunos e os usuários com papel administrativo devem conseguir fazer no LMS. Lembre-se de que cada requerimento deve expressar uma necessidade e não uma solução.

Para que você tenha uma ideia da quantidade ideal de requerimentos, se você estabelecer uma lista com um volume entre 30 e 50 itens requeridos você provavelmente estará no caminho certo. Pode ser interessante tentar classificar os requerimentos em 3 categorias básicas: funcional, técnica e financeira.

Os requerimentos funcionais apontam como um sistema funciona ou se comporta sob a ótica da gestão do aprendizado. Os técnicos descrevem como o LMS pode se enquadrar nas regras de TI da sua organização. Os itens financeiros ajudarão a avaliar o quanto uma solução LMS está dentro ou fora dos seus limites de orçamento.

Vejamos abaixo 3 exemplos de tópicos que podem ser definidos nesta fase:

  • Requerimento Funcional: os líderes devem ter a permissão no LMS para matricular os membros da sua equipe em atividades de aprendizado.
  • Requerimento Técnico: o LMS deve funcionar em computadores (PC´s) e em dispositivos móveis (tablets e smartphones).
  • Requerimento Financeiro: a cobrança pelo uso do LMS deverá ser fixa para um determinado volume pré-estipulado de usuários.

 #3 Selecionar Produtos Habilitados

Como existem centenas de plataformas LMS no mercado é fundamental estreitar o seu leque de opções. A melhor maneira é avaliar a sua lista de requerimentos e selecionar de 10 a 12 itens que são fundamentais e tem um peso maior para o seu projeto.

A missão passa a ser uma consulta aos sites dos fornecedores que você conhece para uma primeira análise de funcionalidades e características. Esse primeiro “filtro” lhe permitirá identificar, por conta própria, quais fornecedores demonstram, mesmo que sem um contato direto, atender os requerimentos fundamentais.

Isso lhe dará a sua lista de produtos habilitados. Tente trabalhar (se possível) com uma lista de 5 a 10 fornecedores habilitados ao final desta etapa, e que portanto serão convocados para a próxima fase. Lembre-se que quanto mais fornecedores você habilitar nesta etapa mais tempo terá que investir para conversar, receber e interagir com cada um deles.

#4 Avaliar os Produtos Selecionados

Tudo indo bem até aqui, certo? Você já conseguiu encontrar uma lista de potenciais fornecedores que aparentemente se enquadram nos principais requerimentos que você mapeou para o projeto. Chegou o momento de avaliar os produtos.

Essa etapa de avaliação pode ser menos ou mais minuciosa. Existem empresas que optam por um processo de avaliação mais objetivo e rápido. Outras se dispõem a seguir um processo mais detalhado, rigoroso e longo. Vejamos algumas ações que normalmente fazem parte de um processo de avaliação:

  • RFI (Request for Information): trata-se de uma lista dos seus requerimentos. Mande-a em formato de perguntas para os seus candidatos a fornecedor e peça para que eles forneçam informações sobre como o seu produto pode atender cada requisito. Evite perguntas cujas respostas seja “sim” ou “não”. O ideal é aplicar perguntas que façam com que o fornecedor dê uma descrição sobre como o item seria atendido por ele. Com as respostas em mãos você conseguirá gerar uma pontuação para cada fornecedor, podendo inclusive ponderar pesos maiores para itens classificados como fundamentais na etapa anterior.
  • Peça uma Demonstração: após receber as respostas da RFI que você preparou, você poderá descartar alguns candidatos. Para aqueles que continuarem na sua lista solicite uma demonstração do produto com o foco nas funcionalidades que você relacionou no documento de RFI. Isso ajudará a confirmar que as informações que cada fornecedor deu ao responder a RFI são verdadeiras.
  • Solicite um ambiente de testes: para as empresas que sobreviverem à demonstração, você poderá pedir (caso tenha tempo disponível) um acesso a um ambiente de testes ou de demonstração para explorar o LMS na visão do aluno e do administrador. Isso pode dar uma visão apurada e prática do quando uma solução pode ser intuitiva ou complicada.
  • Peça Referências de Clientes: peça para os candidatos algumas referências de clientes que eles já atendem e que possuam projetos parecidos com o seu em termos de volume de usuários, tipo de aplicação e público-alvo. Tente conversar diretamente com esses clientes sobre o nível de satisfação deles com o produto, o tempo de resposta do suporte técnico, o quanto o produto evoluiu através do tempo, o comportamento de custos, dentre outras questões que sejam mais relevantes para o seu cenário de uso.
  • Avalie a saúde financeira do fornecedor: tente obter essas informações no web site de cada fornecedor ou peça diretamente. É importante entender características gerais da empresa (se é familiar, pertence a investidores, quanto tempo de mercado, etc.), qual o nível de faturamento dos últimos 3 anos, quantos colaboradores possuem, quantos especificamente nas áreas de suporte técnico e desenvolvimento, quantidade de clientes, etc. Essas informações podem lhe dar uma boa ideia da capacidade atual do fornecedor e das perspectivas deste continuar a investir para manter o seu produto em alto nível. Lembre-se que quando se trata de tecnologia, o que funciona bem hoje amanhã pode estar obsoleto.

 #5 Escolher o seu LMS

Depois de uma longa jornada chegou a hora de decidir! Se você cumpriu bem as etapas anteriores é provável que tenha boas opções nas mãos. Quem permaneceu na sua lista final até este ponto pode atender bem o seu projeto em termos técnicos. É hora de tratar mais detalhadamente de preços.

Peça uma proposta comercial para cada um dos finalistas considerando o atendimento do projeto com as características que você já apresentou para eles. O ideal é ter 2 ou 3 empresas finalistas. Chegou a hora de negociar com cada uma delas.

Sua organização não precisa optar pela empresa que tiver o menor preço desde que haja uma justificativa técnica. Lembre-se que se você realizou corretamente todas as etapas anteriores, certamente já foi investido um razoável tempo seu e de outras pessoas que em algum momento participaram desse processo. Será que vale a pena optar pelo solução mais econômica nesse último momento mesmo que a diferença de valores seja pequena?

Como um antigo apresentador dizia em um antigo programa de televisão: “o final, você decide!”

Equipe Clarity Solutions

Fontes:

“Five Steps to Evaluate and Select an LMS: Proven Practices” – Learning Solutions Magazine – by Steve Foreman

“Choosing a Learning Management System” – White Paper – ADL

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