Mobile Learning

A Aprendizagem no Ambiente de Trabalho – Relatório 2017

 

Realizado e divulgado pelo LinkedIn, o Relatório 2017 sobre a Aprendizagem no Ambiente de Trabalho reúne informações e constatações relevantes sobre o cenário de treinamento na América do Norte, continente que representa a maior fatia de investimentos no cenário mundial.

O infográfico abaixo é um resumo com algumas das principais constatações do relatório. Para baixar o relatório completo (em inglês) basta clicar no respectivo link indicado abaixo do infográfico.

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Fonte: Linkedin – Para baixar o relatório completo (em inglês) clique aqui.

Tradução e Adaptação: Clarity Solutions

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O Uso de Vídeos Animados para Aprendizagem

 

São várias as razões para o vídeo ser um formato tão efetivo quando se deseja transmitir alguma informação ou conhecimento. Em primeiro lugar o vídeo oferece um atrativo visual que atinge em cheio o nosso cérebro. Além disso, a maioria das pessoas cresce assistindo vídeos (seja na televisão ou na Internet) desde muito pequenas.

Trata-se de um formato de fácil assimilação e que atrai naturalmente as pessoas, o que explica como o YouTube se transformou no que é hoje, sendo o Brasil o segundo país no mundo em consumo de vídeos do portal.

A adoção do vídeo como um formato preferencial para promover ações de aprendizagem vem crescendo consideravelmente nos últimos anos não só pelas razões acima, mas também pela redução dos custos de produção e pelas facilidades que o vídeo oferece inclusive para rodar em dispositivos diversos, principalmente os móveis.

Uma das opções mais adotadas atualmente são os vídeos animados que se baseiam em animações, imagens, ilustrações, desenhos e podem envolver também a participação de pessoas. Normalmente incluem recursos de áudio (locução, música e efeitos sonoros) e permitem uma enorme variação de estilos visuais e estratégias de comunicação.

Confira no vídeo abaixo alguns exemplos de vídeos produzidos neste formato e voltados para ações de aprendizagem:

O desenvolvimento de um vídeo animado envolve o levantamento de informações, a roteirização e a produção com a utilização dos elementos audiovisuais previamente definidos.

A Clarity Solutions possui uma equipe especializada que produz anualmente centenas de horas de treinamento on-line, sendo o formato de vídeo animado uma de suas especialidades.

Equipe Clarity Solutions

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Análises e Conclusões do Panorama do Treinamento no Brasil

 

panorama treinamento

 

Em 2016 a ABTD (Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento) realizou uma abrangente pesquisa para consolidar dados sobre o panorama do treinamento no Brasil. O estudo contou com a participação de 502 empresas, sendo 43% delas da indústria, 39% de serviços e 11% do comércio, os setores mais representativos em termos de participação nesta pesquisa.

Neste artigo nós destacaremos 10 constatações e conclusões principais desta pesquisa para promover uma melhor compreensão sobre o cenário atual, estratégias adotadas e áreas de oportunidade.

1. Investimento anual em T&D por colaborador

No Brasil a média de investimento anual em treinamento por colaborador foi de R$ 624 em 2016. Esse montante pode ser considerado baixo quando comparado à média norte-americana que é de US$ 1.229 por colaborador. Mesmo assim a média brasileira apresentou crescimento de 24% sobre o valor estimado em 2015, o que na prática é uma boa notícia, sobretudo pelas incertezas econômicas dos últimos anos.

2. Volume de horas de treinamento por colaborador

A quantidade média de horas de treinamento por colaborador também aumentou em 2016, em relação ao ano anterior. Esse crescimento foi de cerca de 33%, com a média subindo de 16,6 para 22 horas por colaborador. Apesar deste crescimento, podemos considerar que ainda se trata de um volume médio bastante baixo: são menos de três dias de treinamento por ano. A título de comparação, nos EUA esta média é de 33 horas por ano (50% maior do que a média brasileira).

3. Como as organizações definem os seus orçamentos anuais para T&D

Dentre os fatores que influenciaram a definição de orçamento em 2016 ressaltamos os três mais votados pelas empresas respondentes: previsão considerando valores dos anos anteriores (59%), previsão considerando o planejamento futuro (53%) e valor fixado, independente do faturamento (18%). De todas as empresas respondentes, 21% delas afirmaram não existir uma verba anual de T&D definida.

4. O tamanho da área de T&D

Segundo a pesquisa, as empresas brasileiras possuem em média cinco profissionais de T&D em suas equipes, quantidade constante nos últimos anos de acordo com pesquisas anteriores. Esta equipe de treinamento é naturalmente menor em empresas com menos funcionários e maior em empresas com mais funcionários. Para exemplificar, empresas com um quadro de 101 a 500 funcionários possuem em média 1,6 profissionais de treinamento. Empresas com um quadro de 5001 ou mais funcionários possuem em média 14 profissionais de treinamento.

5. A média de colaboradores para cada profissional de T&D

Em 2016 esta média ficou em 706 de acordo com a pesquisa, ou seja, foram 706 funcionários para cada profissional de T&D. Essa média cresceu em relação aos dois anos anteriores: Em 2014 e 2015 eram 399 e 683 funcionários para cada profissional de T&D, respectivamente. Esse panorama indica uma tendência de equipes de treinamento cada vez mais enxutas, e com desafios maiores se considerarmos o aumento gradual de investimentos e do volume de horas de treinamento, já destacados anteriormente. Isso também pode ser explicado por um aumento na quantidade de projetos de treinamento terceirizados com consultorias especializadas, como veremos a seguir.

6. A distribuição dos gastos de T&D

A pesquisa de 2016 também reforçou a tendência de crescimento da terceirização das atividades de treinamento, previamente observada nos últimos três anos. Segundo as empresas respondentes, 47% do orçamento para treinamento foi direcionado para a terceirização (contratação de professores, empresas de consultoria, cursos e seminários de mercado, cursos de idiomas, etc.). Outros 40% foram direcionadas para atividades internas e 13% em cursos curriculares (ensino tradicional). Somente 8% das empresas participantes afirmaram não terceirizar nenhuma atividade.

7. Distribuição das ações de treinamento

De todas as ações de treinamento, em média 60% são direcionadas para um público de não líderes, 26% para um púbico de gerência e supervisão e 14% para a alta liderança. Tais médias mudam em função do setor das empresas. Para exemplificar, no setor de comércio nota-se uma priorização das atividades para líderes (59%). No setor de indústria a prioridade é do público de não líderes, e a média nesse caso sobe para 69%.

8. Comparativo entre os métodos de entrega de treinamento

De uma forma geral o treinamento presencial ainda é dominante em relação aos demais métodos de entrega, correspondendo a 63% das atividades aplicadas pelas empresas respondentes. O treinamento prático no local de trabalho (on the job) é o segundo método mais aplicado com 17%. Em terceiro lugar aparece o e-Learning ou EAD (Educação a Distância) com 15%. O treinamento misto (blended) é aplicado somente em 5% das atividades. Nota-se nesse cenário um grande potencial de crescimento para as opções de e-Learning e treinamento misto no país, considerando principalmente os elevados custos logísticos de um país com dimensões continentais como o Brasil.

9. A aplicação dos diferentes formatos de EAD (e-Learning)

Considerando todos os respondentes que já aplicam a educação a distância (EAD), 44% das atividades realizadas ocorreram na modalidade assíncrona ou de auto estudo, em que o colaborador estuda sozinho. Outros 33% das atividades em EAD ocorreram sem o uso de tecnologia, ou seja, se basearam em apostilas, manuais, etc. Somente 11% das atividades em EAD ocorreram por meio do e-Learning ao vivo com interação (webinar, web conferência, etc.).

Outros 7% das atividades ocorreram por meio do chamado treinamento ao vivo remoto (vídeo conferência, satélite, etc.). O restante (6%) ocorreu através de outros meios mais específicos (mobile, podcasts, vídeo cassete, etc.). Ao comparar esses dados com estatísticas de 2015, é possível perceber que as opções mobile learning e e-Learning ao vivo foram as que mais cresceram em termos de aplicação.

10. As avaliações mais aplicadas no treinamento

A avaliação de reação continua sendo a mais aplicada nos treinamentos com 76% de incidência, percentual que praticamente não mudou em comparação a 2015 (77%). A avaliação do aprendizado ou do conhecimento aparece em segundo lugar com 28% (em 2015 esse percentual era de 30%). A avaliação de aplicabilidade surge em seguida com 13% (o que representa um ligeiro crescimento em relação ao percentual de 2015: 9,8%). A avaliação dos resultados aumentou de 4,9% em 2015 para 6% em 2016. A análise de ROI continua sendo a menos aplicada com somente 3% (percentual que cresceu em relação a 2015: 1,8%).

Fonte: O Panorama do Treinamento no Brasil – Fatos, Indicadores, Tendências e Análises – Integração Escola de Negócios

Equipe Clarity Solutions

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Dicas para um Processo de Recrutamento e Seleção Eficaz

 

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Atrair e reter talentos continua sendo um desafio permanente para qualquer organização, sobretudo em segmentos de mercado mais competitivos. Na prática toda organização realiza algum processo para contratar pessoas, seja de forma menos ou mais estruturada. Será que é possível melhorar o seu processo para torna-lo mais eficiente e obter melhores resultados?

Algumas práticas atuais são essenciais para maximizar os resultados de recrutamento e seleção. Vamos apresenta-las de forma bem objetiva. A primeira delas é atuar junto às redes sociais (profissionais ou não) para se beneficiar da velocidade de comunicação e compartilhamento que elas oferecem. Nesse caso o impacto de visibilidade é muito grande.

Outro ponto importante é vender muito bem a vaga. Aqui estamos propondo enfatizar suas características, comunicando-as de forma clara, criativa e atrativa junto ao público-alvo. Isso não pode ser uma mera etapa burocrática do processo.

Também é fundamental deixar claro quem é a organização que está contratando. É um erro assumir que todos conhecem a sua empresa, a sua abrangência de atuação, valores, etc. É possível que algumas pessoas se sintam identificadas com o perfil da sua organização se puderem conhecer mais sobre ela.

Mapeie candidatos e não espere que eles simplesmente apareçam espontaneamente. Uma vez que se tenha uma visão clara do perfil desejado é necessário atuar com pró-atividade e utilizar as bases de dados disponíveis, redes sociais, etc.

Outra atitude recomendada é valorizar sempre as indicações. Normalmente elas trazem candidatos mais alinhados à cultura e ao modelo de trabalho da organização, e com um perfil mais próximo ao que a organização procura.

Uma ótima estratégia é contratar pessoas para realizarem as suas contratações. Isso também pode ser visto como “profissionalizar a atividade” ao invés de deixa-las nas mãos de alguém inexperiente, que nunca o fez e na verdade aprenderá tentando. Se houver urgência para preencher uma ou muitas vagas pode ser prudente considerar esse caminho “profissional”.

Tenha certeza dos motivos de estar contratando uma pessoa. Isso se aplica para justificar uma posição e também para escolher quem deverá ocupa-la. É habitual encontrar casos em que uma pessoa é contratada simplesmente porque existe a necessidade de preencher a vaga dentro de um prazo específico, sem considerar as suas condições para conseguir realizar o trabalho efetivamente.

Para quem executa o processo de recrutamento e seleção existem muitos conceitos essenciais  a serem considerados, que começam com um entendimento claro da sua importância para a organização. Também é essencial conhecer os diferentes métodos de recrutamento e suas características, estruturar um processo de seleção que seja organizado e adequado em termos de etapas, além de executá-lo com eficiência.

O recrutador exerce um papel fundamental sendo que existem competências especificas que são determinantes para conduzir um processo de recrutamento e seleção que garanta os resultados esperados. Além das competências, é necessário ter em mãos um processo bem desenhado, que otimize o tempo dos envolvidos e indique o melhor candidato para a posição em questão.

Para apoiar as organizações e oferecer ferramentas aos profissionais diretamente envolvidos em processos de recrutamento e seleção, a Clarity Solutions desenvolveu o curso on-line Conceitos Básicos de Recrutamento e Seleção. Esse treinamento está disponível para ser adquirido por empresas e possui carga horária de 30 minutos. Se a sua organização necessita aprimorar o seu processo de recrutamento e seleção e capacitar seus colaboradores para esse tipo de atividade clique aqui e obtenha mais informações com a nossa equipe de atendimento.

Referências: 7 Formas de Recrutar Melhor

Equipe Clarity Solutions

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O e-Learning aplicado ao treinamento de sistemas

 

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O uso do e-Learning para capacitar pessoas na utilização de softwares e aplicativos não é uma prática recente. De fato isso já vem sendo feito há mais de uma década e se mostrando como uma excelente opção quando comparado ao treinamento tradicional em sala de aula.

Mesmo assim ainda é impressionante a quantidade de organizações que não aderiram à sua prática e continuam focando sua oferta de treinamentos de sistemas no modelo presencial. São inúmeros os benefícios para a adoção do e-Learning para o atendimento desse tipo de demanda, sendo que podemos citar 3 deles:

  • Maior rapidez e capacidade para treinar uma grande quantidade de pessoas (deixam de existir as limitações e/ou barreiras logísticas do presencial);
  • Continuidade da aprendizagem e suporte ao desempenho (o conteúdo on-line pode ser acessado futuramente pelo público treinado, quantas vezes forem necessárias);
  • Rápida atualização do conhecimento (basta atualizar o conteúdo e replicá-lo novamente em larga escala).

A tendência é que os treinamentos on-line sobre sistemas se consolidem cada vez mais na medida em que as organizações buscam agilidade, redução de custos e maior produtividade de suas equipes.

O grande desafio relacionado ao treinamento de software é sem dúvida a frequência de atualizações. Imagine hipoteticamente (ou não) que você atua com o desenvolvimento de cursos on-line que ensinam a utilização de um determinado software. Você levou meses para desenhar e construir cada um dos módulos do programa de capacitação. No dia em que você concluiu o seu projeto você recebe a notícia que uma nova versão do sistema será lançada no final do mês com dezenas de melhorias para os clientes.

Ninguém deve se desesperar nesta situação, pois na prática essa é a mais pura realidade. O software que não evolui simplesmente deixa de ser utilizado e desaparece em poucos anos. Essa é uma regra do jogo que não pode ser mudada ou esquecida. Então, o importante passa a ser adotar uma estratégia que permita obter o máximo dos benefícios do e-Learning levando em conta os prazos de atualizações dos sistemas, sobretudo se os mesmos estão na nuvem.

A opção de uso dos softwares na nuvem (cloud) faz com que os clientes utilizem a sua mais recente versão em um prazo de tempo muito menor, diferente de casos em que o software está instalado na infraestrutura do cliente (modalidade chamada de on premise), situação em que um cliente pode levar meses ou até anos para atualizar a sua versão.

Portanto, existem empresas de software que se vem obrigadas a manter diferentes versões dos treinamentos para atender clientes que utilizam diferentes versões do mesmo software. Isso é mais comum do que você imagina.

Como então pensar em uma solução ou modelo de trabalho capaz de otimizar os investimentos e equilibrá-los com os benefícios proporcionados pelo e-Learning? Apresentamos abaixo algumas dicas que podem contribuir para a elaboração de uma resposta para esta pergunta:

  • Tenha um mapeamento muito claro do que precisa ser desenvolvido. Podemos traduzir esta afirmação para “tenha certeza do tamanho do desafio”. Dados como quantidade de módulos, volume de rotinas a serem abordadas e carga horária de treinamento a ser convertida para o e-Learning são fundamentais para um mapeamento consistente.
  • Conheça a frequência de atualizações. Qual o período de atualizações dos sistemas? Qual o impacto dessas atualizações? Quanto menor o período mais desafiador o projeto. O impacto diz respeito ao volume de conteúdos já produzidos que você deverá substituir quando uma atualização do software acontecer.
  • Separe o conceito da parte prática. Normalmente os conceitos mudam pouco. Uma boa estratégia é separar a parte conceitual (que pode englobar os processos) da parte prática (demonstração das telas). Tratando-os como objetos separados, é possível reduzir o impacto de trabalho gerado pelas atualizações.
  • Modularize o máximo que conseguir. Essa é uma tendência não só para treinamentos de sistemas. Tente transformar os seus cursos em módulos breves. Quanto mais segmentado for o seu conteúdo, mais eficaz ele será junto aos alunos. Além disso, ele permitirá uma atualização mais rápida e viabilizará a utilização dos módulos como conteúdo de apoio e suporte ao desempenho (para simples consultas futuras pelos usuários do sistema).
  • A locução é um capítulo à parte. Se o formato adotado para produzir os cursos on-line não prevê a voz de um especialista (instrutor, gerente de produto, etc.) então é provável que a locução seja uma alternativa considerada. O cuidado nesse caso é exatamente o custo associado à geração e inserção da locução que pode tornar um projeto como esse inviável, principalmente quando forem necessárias atualizações.
  • Promova uma experiência positiva e interativa. A percepção do aluno deve ser positiva, ou seja, o acesso ao curso e o entendimento dos temas devem ser fáceis. Também é importante que o aluno perceba o valor e a importância do assunto para ele, conectando os conceitos à sua prática diária. Tente desenhar e produzir cursos em que o aluno participe ativamente em determinados momentos, de modo que possa exercitar os conceitos e perceber que está aprendendo. Isso motiva e eleva o nível de aprendizagem.
  • Avalie a aprendizagem pelos alunos. Pode parecer estranho, mas nem sempre os cursos de sistemas se preocupam em medir se as pessoas aprenderam ou não. Uma avaliação eficaz deve estar diretamente associada aos objetivos do módulo de aprendizagem. Portanto, sem conhecer os objetivos de aprendizagem nunca se saberá se uma avaliação proposta é aderente ou não.
  • Escolha uma ferramenta de autoria adequada. Projetos com enormes volumes de produção demandam ferramentas que garantam produtividade. Existem diversas ferramentas de autoria disponíveis, sendo fundamental conhecer suas características para adotar uma que seja adequada em termos de formato final desejado para o curso, nível de conhecimento técnico dos profissionais que atuarão no projeto e custos associados.

A Clarity Solutions possui know-how na implementação de projetos com as características acima, aportando sua experiência, metodologia e ferramentas para apoiar os seus clientes na estratégia, no desenho e na produção de cursos sobre sistemas.

Equipe Clarity Solutions

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Você já fez o treinamento de Compliance?

 

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Uma das principais demandas de 2016 no Brasil foi o desenvolvimento de treinamentos e cursos sobre Compliance, fenômeno impulsionado pelo cenário político e empresarial que tomou conta dos noticiários. É certo que tais demandas continuarão a existir por mais algum tempo, até que as organizações consigam implementar de forma consistente suas politicas junto ao seu quadro de colaboradores, parceiros e fornecedores.

Empresas multinacionais já demonstram esta preocupação há muitos anos, não sendo esta uma iniciativa recente para a maioria delas aqui no Brasil. A novidade está sendo o movimento de empresas nacionais (de qualquer porte ou ramo de atividade) na busca desse tipo de solução.

Historicamente os cursos de compliance são chatos, pois abordam políticas, regras de conduta, e podem ser realmente extensos, exigindo um bom tempo de dedicação de seus participantes.

Entretanto, existem técnicas didático-educacionais que permitem que um curso dessa natureza seja mais atrativo quando desenhado e desenvolvido na modalidade e-Learning.

Quando tratamos de um público-alvo adulto, precisamos escolher uma estratégia de comunicação que seja adequada e consiga motivar os participantes durante o processo de aprendizagem. As empresas precisam se lembrar de que pode custar muito (mas muito!!!) mais caro não treinar seus colaboradores nas políticas de Compliance do que investir para treiná-los bem e prevenir problemas maiores.

É comum encontrar empresas que relutam em dedicar um orçamento adequado para promover um bom treinamento de Compliance, ou seja, um projeto que realmente funcione e não sirva somente para “cumprir tabela” ano após ano.

Os principais motivos para uma organização investir e promover treinamentos de Compliance são:

  • Cumprir requerimentos regulatórios relacionados ao seu ramo de atuação, tipos de produtos, serviços, etc.;
  • Antecipar possíveis futuras falhas de seus colaboradores, demonstrando que a organização fez a sua parte no sentido de atuar para preveni-las da melhor maneira possível;
  • Aumentar o conhecimento dentro da organização sobre temas específicos para reduzir o risco de fraudes ou crimes diversos como lavagem de dinheiro, fraude, corrupção, roubo de dados, assédio sexual, dentre outros.
  • Criar um ambiente organizacional mais receptivo, respeitoso e ético.

Uma abordagem muito eficaz para esse tipo de treinamento na versão on-line é a adoção de uma estratégia que combine a aprendizagem adaptativa, a contextualização por meio de situações e a aplicação de técnicas que promovam a interatividade. A adoção de elementos lúdicos também pode ser considerada, mas com reflexão e moderação, uma vez que estamos tratando de temas que exigem certo nível de seriedade e formalidade. Isso, entretanto, não impede que um conteúdo de aprendizagem específico receba uma “roupagem” gamificada.

A aprendizagem adaptativa prevê que um aluno participe dos módulos que tratam de conhecimentos que ele realmente não possua ou necessite reforçar. O fator chave neste modelo é identificar o nível de conhecimento que o aluno já possui, o que pode ser feito por meio de questionários e pré-testes organizados em blocos de conhecimento.

Esta abordagem faz com que cada aluno participe de um conjunto de atividades adequadas ao seu nível de conhecimento, cargo ou área, otimizando assim a sua dedicação de tempo e garantindo um direcionamento individual mais assertivo.

A contextualização por meio de situações garante maior identificação entre os temas e conceitos abordados e o público adulto. A mensagem torna-se mais forte quando uma pessoa se identifica com uma situação que já tenha vivenciado ou que sabe que poderá enfrentar algum dia.

Para potencializar o uso das situações é importante prever o uso de interações e tomadas de decisão que transformem o aluno em protagonista da sua análise ou resolução. Esse “desafio” oferece ao aluno a possibilidade de “vasculhar o seu cérebro” e processar seus conhecimentos exercitando-os por meio de ações contextualizadas. O feedback ou o desfecho atrelado a cada decisão é um elemento fundamental para reforçar a aprendizagem neste modelo.

A adoção de elementos lúdicos pode gerar maior engajamento desde que não tornem o conteúdo ou a experiência do aluno infantis e/ou excessivamente informais. Elementos tradicionais do gamification como pontuação, acúmulo de experiências e desafios contra o tempo podem ser enquadrados normalmente dentro de um contexto suficientemente formal para os temas relacionados à Compliance.

Devemos adicionar a esta fórmula algumas variáveis complementares que podem ser determinantes para o desenho de uma boa estratégia voltada para os treinamentos de Compliance. A maturidade do público-alvo em relação a essa modalidade de aprendizagem, eventuais limitações tecnológicas e o conhecimento prévio sobre mudanças frequentes em políticas são algumas delas.

Equipe Clarity Solutions

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Integração de novos colaboradores – 7 formatos de Microlearning recomendados

 

Toda organização moderna tem a preocupação de preparar seus novos contratados para que comecem a trabalhar e produzir no menor prazo possível. Alguns tópicos acabam exigindo treinamentos mais extensos, como por exemplo, a aquisição de habilidades mais complexas e o entendimento adequado sobre questões de compliance.

microlearningPor outro lado, existem tópicos que podem ser aprendidos por meio de uma abordagem chamada microlearning, baseada em objetos de aprendizagem mais objetivos e breves. Isso permite que a aprendizagem e o trabalho se misturem melhor, sem que o colaborador permaneça em sala de aula (longe da prática do trabalho) por longos períodos.

Detalhamos abaixo 7 atividades em microlearning que se encaixam muito bem em estratégias para programas de integração de novos colaboradores:

  1. Simulações orientativas

Sabemos que o primeiro dia de uma pessoa em um novo emprego pode ser uma experiência tensa e nervosa. Existe uma curva de aprendizagem natural dentro de um ambiente de trabalho pouco familiar. Felizmente, é possível oferecer uma preparação prévia antes mesmo de o novo colaborador começar na nova posição.

As simulações orientativas podem abordar os principais aspectos do trabalho, das atividades diárias essenciais até questões ligadas ao próprio ambiente de trabalho. Isso garante ao novo colaborador a oportunidade de explorar e conhecer virtualmente o novo local de trabalho, obter informações preliminares sobre sistemas e/ou equipamentos que serão utilizados e compreender antecipadamente políticas internas.

Para obter melhores resultados é importante promover uma experiência de aprendizagem positiva. Por se tratar de uma simulação é recomendado utilizar imagens realísticas, áudio e cenários que aproximem o colaborador da realidade que será encontrada na prática.

A segmentação do conteúdo deve ser baseada em cada atividade, de modo que a abordagem seja micro: cada objeto deve ser breve e tratar de forma objetiva uma tarefa específica É comum encontrar estratégias práticas de microlearning que definem um limite máximo de cinco minutos por objeto.

  1. Simulações contextualizadas para desenvolver habilidades

Algumas habilidades são essenciais e críticas para a execução de uma função. Frequentemente a experiência prática é a melhor maneira de desenvolvê-las, mas uma experiência negativa pode custar clientes e receitas a uma organização. Por exemplo, habilidades de comunicação são fundamentais para uma área de atendimento a clientes.

Técnicas de expressão facial e corporal, a tomada de decisões diante do cliente, são aspectos que determinam uma experiência de atendimento. A adoção de simulações realísticas que oferecem a oportunidade do novo colaborador experimentar situações típicas, tomar decisões e compreender os seus desdobramentos é uma excelente estratégia para desenvolver ou aprimorar uma habilidade.

Por se tratar de uma estratégia de microlearning, tais simulações devem ser diretas e breves, mantendo o foco nos conceitos essenciais. Deve-se evitar o exagero e a inserção de conceitos pouco relevantes que acabam por “inchar” a atividade, tornando-a mais longa e cansativa para quem aprende.

  1. Auto avaliação para medir proficiências

A auto avaliação é uma poderosa ferramenta para quem aprende. Ela não só oferece uma análise do nível de conhecimento ou preparo a respeito de um assunto, como também reforça um processo prévio de aprendizagem. Quando respondemos um teste estamos exercitando o nosso cérebro na busca de conclusões baseadas nos conhecimentos que já adquirimos.

Um colaborador poderá identificar em quais áreas de conhecimento ele precisa reforçar a sua aprendizagem e buscar conhecimentos complementares para eliminar um gap. O fator chave, em se pensando no microlearning, é desenhar avaliações focadas em cada objetivo ou tópico. Tais avaliações também devem ser curtas e nem sempre terão relevância para o cálculo de uma nota, servindo muito mais para guiar os estudos do colaborador.

  1. Serious games para compliance

A compliance é um tema tratado cada vez mais com maior importância (sobretudo no Brasil). Tradicionalmente são cursos tediosos e longos que não tiram suspiros de seus alunos. Entretanto, existem muitos casos de sucesso (inclusive no Brasil) de estratégias para abordar o tema Compliance de forma lúdica e atrativa.

É possível aplicar técnicas de gamificação ao conteúdo (tornando-o mais atrativo e prático) e segmenta-lo para manter a iniciativa dentro de uma estratégia de microlearning. A contextualização e o uso de situações práticas são fundamentais para provocar maior identificação entre o aluno e o conteúdo.

A abordagem de jogo (serious game) oferece uma percepção de evolução ao aluno, ao mesmo tempo em que insere a diversão como um elemento que engaja ao mesmo tempo em que se aprende.

  1. Podcasts sobre as políticas da organização

O podcast consiste em um conteúdo em formato de áudio, resultado da gravação de uma narração a partir de um conteúdo base em texto. Ao invés de levar um grupo de pessoas para uma sala de treinamento e mantê-las por uma hora inteira, ouvindo sobre as políticas da organização, sua história, etc., é possível adotar uma estratégia baseada em podcasts.

Na prática, as pessoas absorverão melhor tais conceitos se puderem ouvir tais informações em momentos mais propícios, cada uma ao seu tempo. Cada podcast deve ser curto e abordar um tópico específico, funcionando como uma pílula de conhecimento. É importante encadear os podcasts durante essa segmentação de tópicos, permitindo que o colaborador visualize as suas relações.

Os podcasts são uma opção bastante interessante em termos de custos e prazos de produção, devido à sua simplicidade.

  1. Tutoriais on-line para atividades on-the-job

Pense na seguinte situação: você fez um treinamento on-line há alguns meses sobre como resolver um problema de TI. Nesse momento você está atendendo um caso que envolve justamente esse problema, mas não se lembra de como solucioná-lo. Se você tiver à sua disposição um tutorial on-line que trate especificamente desse procedimento você poderá consulta-lo rapidamente, sem a necessidade de refazer o curso on-line todo.

A adoção do microlearning em formato de tutoriais on-line pode ser uma excelente ferramenta para resolver questões do cotidiano, de qualquer equipe, não deixando de ser uma estratégia para aprendizagem dentro de um contexto prático e com impacto direto no negócio.

Os formatos podem ser variados, dependendo do tipo de conteúdo e público-alvo a quem se destina: apresentações virtuais, vídeos animados, documentos simples, etc. O mais importante é garantir que o acesso ao tutorial seja simples e rápido – se um colaborador tiver dificuldades para buscar, localizar e acessar um tutorial ele simplesmente desistirá e procurará outra solução.

  1. Treinamento em vídeo sobre produtos

Aprender sobre uma vasta gama de produtos de uma vez pode ser bastante desafiador para um novo colaborador. Conhecer aplicações, especificações, restrições e benefícios de cada um deles é uma tarefa complexa com impacto direto no trabalho a ser realizado.

O microlearning garante uma abordagem mais objetiva e direta para a estruturação de demonstrações on-line que permitem uma ágil absorção das informações mais importantes. Se necessário, o colaborador poderá revisitar cada vídeo quantas vezes e no momento que precisar.

A segmentação dos tópicos em objetos de aprendizagem também torna mais simples o processo de atualização dos vídeos quando houver o lançamento de novas versões dos produtos (atualizações pontuais).

Dentro do dinamismo competitivo das organizações não há espaço ou tempo para se perder. É difícil considerar que um novo colaborador demorará meses para começar um trabalho e apresentar resultados.

Oferecer um conteúdo de aprendizagem relevante, eficaz e atrativo, que esteja disponível para consulta na hora certa e a partir de qualquer dispositivo pode promover diferenciais com impacto direto em qualquer tipo de operação, além de encurtar a curva de aprendizagem para novos colaboradores.

Referência: Top Seven Microlearning Activities for Onboarding Online Training” – Learning Solutions Magazine

Equipe Clarity Solutions

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6 passos para implementar o vídeo interativo em ações de aprendizagem

 

É natural que todos fiquemos empolgados com novas tecnologias e suas possibilidades. Entretanto, é importante ter cuidado e não ignorar alguns conceitos básicos que podem impactar diretamente o sucesso da iniciativa.

Nesse artigo abordaremos alguns passos importantes para o desenho e a implementação assertiva do vídeo interativo em ações de aprendizagem.

Vamos iniciar abordando quatro princípios que devemos ter em mente quando decidimos desenhar e implementar uma solução de vídeo interativo par solucionar um desafio de aprendizagem.

  • Quem aprende deve estar no foco primário da instrução fornecida.
  • A interatividade e o “fazer” são fundamentais para garantir a retenção do conhecimento.
  • O trabalho em grupo pode potencializar os resultados de aprendizagem.
  • É essencial trazer situações e problemas reais para o programa de aprendizagem.

O vídeo interativo é uma opção mais sofisticada do que outros formatos mais tradicionais, mas algumas barreiras para a sua implementação estão cada vez menores, sobretudo no que diz respeito à sua distribuição via Internet (o que depende de conexões estáveis e velozes) e aos custos de produção.

Mesmo que atualmente a Internet de alta velocidade já esteja disponível para o seu público-alvo, ainda assim existem outros fatores que farão muita diferença na qualidade da experiência de aprendizagem dos seus alunos.

O primeiro passo é escolher a melhor abordagem para o vídeo considerando o assunto e o perfil do público a ser treinado. Estudos apontam que uma linguagem mais informal e em tom de conversação pode gerar melhores resultados quando o objetivo é ensinar.

Gravações em primeira pessoa que colocam o aluno como protagonista do vídeo ou cenas que demonstram situações específicas são formatos que normalmente geram melhores resultados do que um vídeo simples com alguém explicando conceitos. Na realidade uma cabeça falante pode ser substituída por uma voz de fundo que será suficiente para transmitir o que se deseja.

O segundo passo é ter certeza de que o seu ambiente tecnológico é capaz de suportar a interatividade. Lembre-se, estamos falando de um vídeo com interatividade, ou seja, frequentemente o aluno deverá tomar decisões específicas. São essas ações que fazem com que o aluno saia de um estado passivo (recebendo informações) para um estado ativo que o obriga a processar informações, raciocinar e decidir.

Essa interatividade deverá ser suportada tanto pelo conteúdo de aprendizagem como pela plataforma tecnológica que a executa.

Quanto melhor for o desenho instrucional do vídeo interativo, melhor será o encadeamento entre conceitos e interações, o que na prática resultará em maior identificação e engajamento pelo aluno. Se o vídeo for capaz de demonstrar as consequências de uma determinada ação cria-se então uma experiência capaz de simular situações reais o que aproxima muito mais o aluno do curso.

Dessa maneira nós cobrimos o terceiro passo que consiste em dar um certo nível de controle ao aluno, seja por meio das decisões tomadas em situações ou momentos específicos, através de uma navegação mais aberta por módulos ou pela adoção de perguntas que lhe permitam simplesmente pular tópicos que já sejam de seu domínio.

Um quarto passo a ser considerado trata de uma estratégia para combater o esquecimento dos conceitos ensinados. O cérebro humano somente retém o conhecimento de verdade quando temos a oportunidade de aplica-lo de forma prática e constante durante um período de tempo, e não estamos falando de horas, mas de uma sequência de dias.

É normal que uma pessoa se esqueça de até 70% do que foi ensinado em um treinamento após 24 horas, seja ele on-line ou presencial. Por isso a retenção do conhecimento dependerá de como e quando um aluno aplicará tais conhecimentos nos dias subsequentes ao curso. Uma boa estratégia pode ser segmentar o seu treinamento para que ele seja realizado gradativamente ao longo de uma semana, um pouco por dia.

O quinto passo é medir os resultados. Nesta dimensão é importante monitorar a taxa de evasão (alunos que não completaram o curso), a opinião de quem concluiu ou fez boa parte do curso (feedback dos alunos sobre linguagem, formato e duração), rastrear o aproveitamento dos alunos (prova de conhecimento) e medir a eficácia do treinamento depois de um tempo (o quanto os alunos passaram a aplicar o que aprenderam nas suas atividades diárias).

Um sexto passo, que acaba sendo mais comumente aplicado em programas acadêmicos do que nos corporativos, é promover uma aprendizagem colaborativa em grupos. Isso pode ser viabilizado de várias maneiras (fóruns de colaboração, listas de discussão, reuniões, peer-review de tarefas específicas, etc.).

Uma tendência é reconhecer os participantes que colaboram com mais frequência e/ou qualidade aplicando técnicas de Gamification que possam gerar maior engajamento e motivação. Muitas plataformas de aprendizagem já oferecem recursos que suportam esse tipo de abordagem.

Antes de concluirmos esse artigo vale a pena destacarmos um paradigma que muitas vezes impede ou inibe a implementação de programas de aprendizagem em formatos de vídeo: a excessiva preocupação com a produção.

É claro que uma produção mais sofisticada envolve custos (equipamentos, equipe, estúdio, atores, etc.) e torna um projeto desse tipo mais caro, mas atualmente é perfeitamente possível produzir vídeos com uma qualidade suficientemente boa para garantir que as pessoas aprendam (afinal, não é esse o objetivo?).

A partir de um certo nível de qualidade a produção dos vídeos pouco irá interferir no quanto um aluno irá aprender. Isso significa que é possível alcançar ótimos resultados de aprendizagem mesmo com vídeos produzidos de forma mais simples ou rápida, otimizando inclusive o seu orçamento para viabilizar novos treinamentos.

Referência: Learning Solutions Magazine – Six Steps to Collaborative, Interactive Video

Equipe Clarity Solutions

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O Jeito Google de Construir uma Sólida Cultura de Aprendizagem

 

Criar uma cultura de trabalho centrada na aprendizagem pode não ser tão importante se você não tiver o interesse de atrair talentos, de fornecer ferramentas para que os seus colaboradores atinjam os seus objetivos e se não houver interesse de crescer os seus negócios da sua organização. Espere! Você está em busca disso tudo? Então, neste caso, entregar o tipo certo de capacitação para os seus colaboradores é um fator crucial, e infelizmente, muitas organizações ainda não deram a atenção devida à questão.

Estudos recentes mostram que a grande maioria dos profissionais deseja crescimento de carreira e quer que o seu trabalho atual sirva de preparação para a próxima posição. Entretanto, pela falta de treinamento ou pela baixa qualidade do que é oferecido, somente 13% dos profissionais foram considerados “altamente engajados” e o dobro deste percentual (26%) considerado como “nada engajados”.

As organizações ainda não conseguiram alocar recursos suficientes para expandir ou melhorar a forma como as pessoas aprendem no ambiente de trabalho, o que impossibilita o desenvolvimento dos talentos e o crescimento de carreira tão almejado.

Dados apontam que no geral cerca de 70% das ações de desenvolvimento ainda são realizadas através de métodos tradicionais baseados em sala de aula e com a participação de instrutores. Considerando a época em que vivemos esta não é uma maneira muito efetiva para fazer com que a força de trabalho retenha e esteja engajada com o conhecimento disponível.

Neste artigo nós exploramos alguns componentes que devem existir para que uma cultura de aprendizagem se solidifique, ao invés de um modelo ultrapassado que não permita maior competitividade para uma organização. Para detalhar tais componentes nós utilizaremos o exemplo do Google.

Detalharemos em seguida quatro ações que a sua organização pode adotar para construir uma sólida cultura de aprendizagem, como a do Google, sem a necessidade de investir rios de dinheiro:

1. Duas vias de informações

Você provavelmente vai se lembrar de algum episódio da sua época de estudante em que sua professora entregou algum bilhete avisando sobre um evento que aconteceria na escola e que você simplesmente se esqueceu que ocorreria. O que explica esse tipo de situação? Talvez você tenha perdido o papel ou simplesmente se esqueceu que ele existia pois o mesmo foi deixado em algum canto.

O fato é que o papel, neste caso, foi uma forma passiva de informação que não exigia nenhum tipo de interação da sua parte. Além disso, o papel não tinha nenhuma relação direta com a informação que você deveria lembrar. Outras coisas surgiram e é natural que as pessoas se esqueçam de eventos em situações como esta.

Uma organização com foco na aprendizagem sabe que para que uma informação seja útil e bem assimilada pelos seus colaboradores é fundamental distribui-la de maneira que as pessoas percebam a sua importância e a sua aplicação prática (em alguma tarefa específica) através de modelos “Push ou Pull” (Empurrar ou Puxar).

“Empurre” o conhecimento na hora certa: um conteúdo deve ser sugerido ou ofertado para uma pessoa na hora certa e no local adequado, ou seja, onde ela poderá aplica-lo de forma prática. Exemplo: um tutorial que ajude um profissional a utilizar melhor um software deve ser indicado, para acesso no computador da pessoa, na hora em que uma operação está sendo executada. Outro exemplo, seria um conteúdo sobre vendas que possa ser consultado através de um dispositivo móvel por uma equipe comercial, nos intervalos da realização do seu trabalho ou quando necessário (na loja, durante um chamado de vendas, ao longo de um atendimento pessoal, etc.).

Permita que as pessoas “puxem” o conhecimento: uma das melhores maneiras de apoiar a sua força de trabalho para que ela aprenda e se organize para buscar o conhecimento é garantir que os recursos de aprendizagem estejam disponíveis a qualquer momento e possam ser facilmente localizados e acessados. Utilize ferramentas específicas para fomentar a geração e o compartilhamento do conhecimento, tais como o Dropbox ou Wikis que sirvam como ambientes de armazenagem de informações.

  • Crie oportunidades de aprendizagem: uma base de conhecimento coletiva compartilhada por profissionais de diferentes departamentos certamente ampliará as oportunidades de crescimento tornando possível que todos estejam melhor informados sobre as suas áreas e sobre a organização como um todo.
  • Reduza os conflitos de agenda: ao dar ferramentas para que os colaboradores se auto eduquem e assim estejam melhor informados, torna-se desnecessário realizar reuniões para a troca de informações, o que depende sempre da disponibilidade de um local e da agenda dos envolvidos.
  • Atualização constante: o acesso permanente a uma base de conhecimentos é muito mais eficiente do que depender de encontros presenciais. Ter acesso ao conhecimento em regime 24/7 garante uma aprendizagem mais constante e natural, com o acesso aos materiais quando surge a necessidade.

2. Compartilhar é se importar…e Aprender

Se os cães suam pelas suas línguas, então qual a utilidade das suas axilas?

Você pode considerar esta pergunta boba. Entretanto, ninguém nunca deveria se sentir um tolo por fazer este tipo de pergunta. O mesmo se aplica em um ambiente de trabalho onde o conhecimento coletivo se torna muito mais poderoso e produtivo quando é ativamente compartilhado e onde as pessoas são encorajadas a fazê-lo. Uma cultura de aprendizagem sólida é alcançada quando os colaboradores se sentem confortáveis ao fazer perguntas e ao expor as suas ideias sem o medo de serem considerados ignorantes.

Cabe à liderança promover um ambiente que valoriza e encoraja o surgimento de opiniões diferentes. Mesmo que nem toda ideia seja adotada, é importante reconhecer que a oposição de ideias pode elevar o nível de análise para se obter insights mais poderosos. Desentendimentos também podem ser tratados de forma respeitosa.

Saiba que existem múltiplas maneiras do conhecimento trafegar pela sua organização. Verticalmente, lateralmente, entre indivíduos, grupos ou até entre organizações. Para que isso gere o máximo de eficácia, é preciso definir e sistematizar o modo como o compartilhamento de conhecimento deve ocorre. É necessário determinar processos claros para que o conhecimento obtido seja registrado e compartilhado. Exemplo: ao final de um projeto é importante que sejam conduzidas entrevistas internas para coletar lições aprendidas, opiniões dos envolvidos sobre o que deu certo e o que poderia ter sido feito de modo diferente. Seguir um procedimento à risca garante que a informação seja obtida na hora mais adequada e que o conhecimento seja compartilhado onde se espera.

Maneiras de compartilhar o conhecimento que podem não parecer tão óbvias:

  • Peça feedback, conselhos, opiniões e até mesmo pergunte como outros agiriam para realizar atividades ou tarefas sob a sua responsabilidade.
  • Peça ajuda. Ter a possibilidade de fazer isso no ambiente de trabalho sem se sentir desconfortável está alinhado com a ideia de que a organização encoraje a colaboração interna a favor do crescimento.
  • Mantenha as pessoas atualizadas sobre o que você está fazendo e por quê.

3. Aprenda a partir da celebração de um fracasso

Cair é o primeiro passo para o homem aprender a se levantar e andar. Falhar é natural e é normal se sentir embraçado ou desencorajado após uma falha. Entretanto, quando nós olhamos para empresas de grande sucesso como o Google, notamos que elas utilizam a falha como um trampolim para alcançar resultados melhores. O Google Buzz (produto extinto em 2011) serviu como base para que depois fosse lançado o Google Plus, um serviço muito mais bem-sucedido.

4. Formalize a aprendizagem informal

“Nós somente obtemos 25% (ou até menos) do que nós utilizamos no nosso trabalho através da aprendizagem formal. Assim mesmo, a maior parte do investimento em educação corporativa ainda é feita em ações formais. O resultado líquido é que nós gastamos a maior parte do nosso dinheiro na menor parte da equação”. David Grebow, IBM Institute for Advanced Learning.

O ato de aprender não pode mais ser considerado um evento singular, desconectado e que acontece eventualmente sem relação direta com a prática diária do colaborador. A aprendizagem informal e contínua não é mais uma opção, mas a melhor maneira de engajar e promover o crescimento de um profissional. O Google e outras organizações já adotaram um modelo que dá aos colaboradores a opção de perseguir os seus interesses próprios de aprendizagem com a obtenção de benefícios claros de uma força de trabalho que se sente valorizada e apoiada.

Uma organização de sucesso não simplesmente promove treinamentos formais, mas cultiva diariamente um sistema que cria contínuas e inúmeras oportunidades de aprendizagem. Exemplos formais de aprendizagem informal incluem: coaching, ferramentas de suporte e treinamentos que podem ser requeridos ou acessados a qualquer tempo. Neste último caso, o material de treinamento deve ser idealmente desenvolvido em pílulas de conhecimento (pequenos e breves pedaços de informação) que tornem mais simples e rápido o processo de encontrar e aprender o que se deseja no momento necessário.

Confira abaixo o gráfico da Bersin & Deloitte sobre como construir uma força de trabalho mais inteligente:

Fonte: SHIFT´s eLearning Blog

Equipe Clarity Solutions

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Microlearning: o conhecimento na medida certa

 

Equipes mais enxutas e mais trabalho a realizar. Esse é o cenário comum em tempos de crise ou em indústrias altamente competitivas. Neste contexto o tempo se transforma em um ativo cada vez mais valioso. As organizações possuem o desafio permanente de desenvolver suas equipes sem comprometer grande tempo dos seus colaboradores.

E o desafio do desenvolvimento de pessoas não aumenta somente pela escassez de tempo, mas pela crescente complexidade dos negócios. A competividade eleva naturalmente o “degrau de conhecimento” a ser vencido e exige cada vez mais de cada indivíduo.

Os indicadores de retenção e engajamento de colaboradores não são bons na maioria das organizações. A maior parte das pessoas não ama os seus empregos e estão dispostas a trocá-lo por um salário um pouco melhor. Além disso, é evidente (sobretudo em um país como Brasil) a necessidade de desenvolver as pessoas para melhorar seu desempenho, fruto de uma formação escolar cada vez mais fragilizada.

Tais condições vêm contribuindo para o fortalecimento do microlearning, como uma estratégia extremamente eficaz para levar conhecimento de forma simples, flexível e eficaz. O microlearning consiste em pensar, desenvolver e entregar objetos de aprendizagem de curta duração.

Os formatos podem variar bastante, mas o conceito essencial do microlearning é que uma pessoa invista poucos minutos ou até mesmo segundos para obter uma informação ou um conhecimento que lhe seja útil.

O fato de ser breve aumenta o engajamento das pessoas. Peças curtas são melhor aceitas uma vez que vivemos uma época em que as pessoas não demonstram muita paciência para ficar muito tempo assistindo alguma coisa, a não ser que seja um conteúdo excelente e que realmente consiga se conectar com elas.

O microlearning pode ser entregue em formatos simples como textos, quizzes, ou em formatos mais elaborados como web series, fotonovelas, podcasts, vídeos, minijogos, etc. O ideal é combinar e variar formatos para obter melhores resultados de engajamento e de aprendizagem.

É importante pensar também na mobilidade, ou seja, garantir que as pessoas consigam acessar tais objetos inclusive a partir dos seus dispositivos móveis. Isso sim significará flexibilizar a aprendizagem e aumentar a produtividade de uma equipe. Lembre-se de que os dispositivos móveis exercem atualmente um poder enorme nas nossas vidas. Quem não olha imediatamente o seu smartphone quando o aviso sonoro indica a chegada de uma nova mensagem? Quem não pega e consulta o smartphone logo que acorda?

O microlearning, entretanto, deve ser visto como um processo. O fato de estarmos falando de pílulas de conhecimento acaba limitando a quantidade de conhecimento entregue, mas o conhecimento relevante não deixa de existir. Por isso torna-se necessário desenvolver uma grande quantidade de pílulas de conhecimento que possam ser absorvidas gradualmente pelas pessoas (em doses homeopáticas).

E tais conteúdos precisam ser muito objetivos e direcionados para o seu propósito. Para os usuários deve ser uma experiência positiva, o que significa ter acesso sem dificuldades e perceber o valor do conteúdo recebido. Precisamos pensar em tecnologia e conteúdo como uma coisa só para não criarmos dificuldades de acesso que podem diminuir o engajamento do público-alvo.

Outra vantagem do microlearning é aproximar aprendizagem e prática. No treinamento em sala de aula um instrutor compartilha (durante um dia inteiro) uma enxurrada de conhecimentos e informações que poderão ser aplicadas um dia pelo aluno. Esta distância entre teoria (sala de aula) e prática (aplicação do que se aprendeu) reduz grandemente a eficácia do modelo tradicional.

O microlearning deve ser aplicado de forma planejada, o que inclui técnicas de repetição, espaçamento, variação e relacionamento dos temas para promover maior aprendizagem. Essa entrega gradativa e espaçada do conhecimento permite uma posterior aplicação imediata do que foi aprendido pelos alunos. Deve-se inclusive orientar o aluno sobre a importância da prática e como conduzi-la visando maior aprendizado.

Esta percepção clara, pelo público-alvo, de que o conhecimento obtido pode ser aplicado e gerar resultados é o principal combustível para se criar uma cultura de aprendizagem que realmente valoriza o conhecimento disponibilizado por meio do microlearning. Isso naturalmente motivará o compartilhamento do conhecimento pelas próprias pessoas, ampliando as possibilidades de aprendizagem e fazendo com que elas se tornem protagonistas deste processo.

Equipe Clarity Solutions

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