Pílulas de Conhecimento – Uma Estratégia de Sucesso para o Mobile Learning

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mobile learning

O tema Mobile Learning se transformou em um tópico de relevante importância e discussão em eventos e seminários nos últimos anos. Apesar deste crescimento de notoriedade ainda é comum detectar um certo grau de incerteza e desconhecimento na indústria sobre como transformar o aprendizado móvel (ou Mobile Learning) em uma iniciativa de sucesso.

Com a disseminação voraz de aplicações como o WhatsApp, Twitter, Facebook, e outras mídias sociais / plataformas de mensagens instantâneas, a maneira como interagimos com os nossos dispositivos se tornou algo bem diferente da forma como o fazemos com os nossos PC´s. Nossa estratégia de aprendizado deveria refletir tais diferenças.

O movimento BYOD (Bring Your Own Device) – Traga o seu próprio dispositivo – é a estratégia comum bastante discutida em muitas conferências e grupos de estudo por profissionais de educação e treinamento. Entretanto, é importante pontuar que a máxima “um tamanho não serve para todos” é absolutamente verdadeira quando tratamos de dispositivos móveis, devido à variedade e falta de convergência entre as tecnologias mais atuais.

Na prática, estamos falando então de diferenças tecnológicas, além das diferenças de estilos de aprendizagem que já encontramos quando avaliamos um determinado grupo de pessoas. Portanto, estamos mirando e avaliando as características de uma audiência específica.

Ao desenharmos uma estratégia para o Mobile Learning torna-se necessário pensar em modelos diferentes de entrega que possam atender dispositivos e pessoas com características diferentes, mesmo que essa não seja uma tarefa simples. Um erro comum encontrado em equipe de desenvolvimento é o foco excessivo na tecnologia, deixando de lado questões importantes relacionadas à psicologia do aprendiz.

É preciso ter em mente que as pessoas possuem expectativas e hábitos diferentes quando interagem com o seu PC ou com o seu dispositivo móvel. À frente do PC é provável que uma pessoa consiga se manter motivada e atenta por até 30 minutos participando de uma atividade de aprendizado, mas se pensarmos em um dispositivo móvel certamente este prazo na prática será bem menor, principalmente se estivermos falando de aparelhos com telas menores como smartphones.

Isso significa que as pessoas demonstram um maior senso de objetividade e menos paciência quando utilizam os seus dispositivos móveis. Isso porque na prática os smartphones têm sido muito utilizados para atividades rápidas como a troca de mensagens escritas, acompanhamento de e-mails, publicações em redes sociais, tarefas que não costumam levar muito tempo.

Pensando novamente no público alvo e nas suas características é prudente concluir que uma estratégia adequada para o Mobile Learning deveria se basear em atividades e experiências concisas e rápidas também denominadas há alguns anos como Pílulas de Conhecimento ou Micro Learning. Esta estratégia consiste em “quebrar” o conhecimento em partes pequenas, porém, suficientes para garantir um aprendizado específico.

São muitas as vantagens identificadas para esta estratégia, sendo que podemos destacar a facilidade de agrupamento de pílulas para montar programas exclusivos para grupos específicos e a facilidade de aplicação de atualizações futuras. É recomendado não abordar assuntos extremamente complexos ou técnicos uma vez que o local de acesso é incerto e poderá oferecer condições que dificultem a concentração do aluno, como ruídos ou outros elementos de distração.

Outra vantagem é que as pílulas de conhecimento podem ser desenvolvidas em menos tempo e agregadas a outros programas e/ou iniciativas aumentando o seu grau de reutilização dentro uma estratégia blended. Um dos grandes desafios ao se adotar a estratégia das pílulas de conhecimento é equilibrar aspectos como concisão e abrangência do conteúdo.

Por outro lado, as pílulas do conhecimento não podem ser adotadas como a solução para todos os problemas, sendo mais indicadas para prover informações sobre atualização de políticas, procedimentos, conhecimento de produtos, técnicas e habilidades simples. Isso garante o acesso à informação de maneira rápida sem a necessidade de passar por todo um curso para obtê-la.

Seguem algumas dicas básicas para uma abordagem envolvendo uma estratégia de Micro Learning:

  • Micro Learning consiste em aprender em pequenas etapas. Isso se torna possível através de “pedaços ou pílulas” de conhecimento ou atividades rápidas estruturadas dentro de um planejamento eficaz e que sejam facilmente “digeridas” pelo aluno mesmo através de um dispositivo móvel.
  • Ele se baseia em uma característica do cérebro humano relacionada à capacidade de manter a concentração. Estudos realizados já comprovaram que nós aprendemos mais quando envolvidos em sessões de aprendizado mais curtas e focadas. A duração recomendada para cada pílula de conhecimento deve ficar entre 3 e 7 minutos.
  • É ideal para o cenário que enxergamos quando avaliamos a força de trabalho atualmente e será ainda mais indicada na medida em que a geração Z passar a ocupar cada vez mais postos de trabalho.
  • Apresenta ótimos resultados quando aplicado juntamente com estratégias instrucionais que envolvam sequencias de atividades com um certo espaçamento de tempo e garantam uma sensação de progresso pelo aluno na medida em que atividades são concluídas.

Equipe Clarity Solutions

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Fontes: Learning Pills – an easily digestible Mobile or Micro learning strategy – Josh Squires

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