Tendência #6: O treinamento em sala de aula não vai acabar, mas vai se transformar cada vez mais

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Esta semana vamos abordar a 6ª tendência para o mercado de treinamento até 2020. O tema desta vez é a transformação do treinamento tradicional em sala de aula.

Quando o e-Learning surgiu há mais de 10 anos uma preocupação que logo foi demonstrada por muitos professores e instrutores era se o ensino tradicional em sala de aula deixaria de existir, e se eles perderiam o emprego. É muito interessante ver depois de tanto tempo que o presencial não só continua existindo como ainda é fundamental.

Em continentes como a Europa e América do Norte, aonde pesquisas abrangentes sobre o mercado de educação e treinamento são constantemente realizadas, as estatísticas apontam que a aplicação do modelo tradicional em sala de aula ainda apresenta uma participação majoritária. No Brasil o cenário certamente é o mesmo.

Nos próximos anos a sala de aula certamente não deixará de existir mas terá que se transformar para que o aprendizado seja atrativo e efetivo. Na realidade essa transformação já está acontecendo em alguns setores, seja de forma espontânea ou forçada. No meio educacional uma novidade já aplicada em algumas escolas norte-americanas é a experiência da Sala de Aula Invertida (Flipped Classroom).

Esse método, ainda experimental, consiste em usar o tempo em sala de aula para esclarecer dúvidas e promover a colaboração entre os alunos em atividades dirigidas. Os conteúdos das aulas são transformados em materiais expositivos gravados pelo professor e que podem ser assistidos pelos alunos em casa, por exemplo.

Os resultados desse método apontam, até o momento, que a participação dos alunos em sala de aula aumentou, o aproveitamento em provas melhorou e a satisfação dos professores também.

E como funcionará quando essa nova força de trabalho chegar às organizações para trabalhar na próxima década? As organizações estarão preparadas para promover uma capacitação atrativa e eficaz nesse novo contexto?

Uma questão fundamental nesse caso é o papel do professor ou instrutor. Esse profissional precisa ser preparado para aplicar uma nova metodologia em que suas atribuições e expectativas certamente mudarão sensivelmente. É necessário então primeiro preparar os profissionais responsáveis por ensinar, sobretudo porque será inevitável que a tecnologia invada as salas de aula e desta vez nas mãos dos alunos e não somente do professor.

Simuladores digitais, pesquisas instantâneas, anotações colaborativas em equipes, compartilhamento eletrônico de conhecimento, são algumas das apostas de especialistas sobre ferramentas que poderão se popularizar em sala de aula para aumentar a motivação, a atenção e a retenção do conhecimento pelos alunos. Estará o instrutor preparado para esse novo mundo?

No Brasil já temos algumas iniciativas em que o foco principal está na formação do professor. Um exemplo é o Instituto Singularidades localizado em São Paulo. A entidade aposta na mudança da cultura conservadora que domina a classe dos professores e na inovação do trabalho em sala de aula, o que pode trazer mais motivação para alunos e professores.

Tanto no meio corporativo como no educacional o papel do instrutor ou professor certamente mudará nos próximos anos. Com a proliferação das tecnologias e a consolidação das redes de conhecimento é previsível imaginar que teremos menos instrutores em sala de aula e mais gestores de comunidades virtuais.

O instrutor ou professor será responsável por produzir conteúdo e conduzir as sessões em sala de aula se apoiando nas diversas ferramentas tecnológicas que estiverem à disposição e enquadradas no método de ensino. Em sala de aula o seu papel será cada vez mais de facilitador, motivador e esclarecedor de dúvidas.

Já o gestor de comunidade virtual será um tutor com mais responsabilidades e ferramentas para administrar. Mesmo a distância o aprendizado colaborativo será a essência do modelo pois a motivação dos alunos passará pela possibilidade deles mesmos criarem e compartilharem o seu aprendizado de forma orientada.

Essa adaptação do ambiente de sala de aula, e dos professores ou instrutores pode não ser um processo fácil mas será necessário, uma vez que cada vez mais as pessoas estarão à procura de novas maneiras de aprender e colaborar, muitas vezes com o apoio direto da tecnologia ou por meio dela.

Na próxima semana nós traremos o sétimo artigo desta nossa série especial. Ele abordará o formato de conteúdo que se transformará em um padrão quando tratarmos de capacitação e educação por meio de tecnologias nos próximos anos.

Equipe Clarity Solutions

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