Tendência #3: O Mobile Learning vai crescer, mas não tão rapidamente quanto se pensa

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Nesse 3º artigo da nossa série especial vamos abordar o crescimento e as expectativas quanto ao Mobile Learning.

O Mobile Learning ou simplesmente o Aprendizado através de Dispositivos Móveis tais como smartphones e tablets é sem dúvida um dos modelos mais atraentes na atual indústria do treinamento. Entretanto, existem mais pessoas falando ou indagando a respeito do Mobile Learning do que efetivamente fazendo e aplicando o modelo na prática.

O fato é que o PC ainda é de longe o principal meio para a “entrega” de aprendizagem por meio de tecnologia, seja qual for o formato do conhecimento disponibilizado. Além disso, a maioria das organizações ainda nem começou a pensar sobre o uso de tablets pelos seus colaboradores, o que transforma o M-Learning em algo ainda mais distante.

Algumas organizações mais vanguardistas, de setores específicos como o farmacêutico e tecnologia, já vêm explorando o uso do Mobile para fins de desenvolvimento aqui no Brasil há alguns anos. Se olharmos para o resto do mundo nós encontraremos dados que ainda mostram que o Mobile Learning está engatinhando: segundo pesquisa realizada pela ASTD em 2012, menos de 2% dos participantes afirmaram utilizar o Mobile Learning como uma das formas para promover treinamento e desenvolvimento.

Isso significa que há um enorme espaço para o investimento em dispositivos móveis o que é uma ótima notícia para os fabricantes de tecnologia. Uma importante questão, porém para quem pretende investir neste tipo de modalidade de treinamento é ter certeza de que a tecnologia que temos nas mãos hoje será a tecnologia utilizada daqui a dois anos.

O uso geral do Mobile pelas pessoas ainda está muito ligado às mídias sociais, com crescimento proporcional ao volume de dispositivos vendidos no mundo. Para se ter uma ideia a Apple vendeu 67 milhões de iPads no período de 2 anos, sendo que para o mercado mundial vender a mesma quantidade de PC´s há algumas décadas o prazo total foi de 24 anos. Estima-se que em 2015 haverá mais dispositivos móveis no mercado do que pessoas no nosso planeta.

Esses números não deixam dúvidas de que as empresas seguirão para o Mobile Learning assim como o mundo educacional terá que se adaptar a ensinar para alunos que já carregam para a sala de aula os seus próprios dispositivos com a esperança de usá-los intensamente.

Entretanto, o ritmo do crescimento do Mobile Learning pode ser mais lento do que muitos imaginam. Estudos realizados nos Estados Unidos desde 2011 mostram que as empresas estão mais preocupadas em investir os seus recursos em aplicativos voltados para clientes do que para os seus próprios colaboradores. Além disso, estatísticas mostram que as pessoas ainda gastam muito mais tempo na frente de PC´s do que na frente dos seus dispositivos móveis. A constatação é que os dispositivos móveis são utilizados para obter e repassar pequenos lotes de informação, o que na prática pode não significar aprendizado.

Alguns outros fatores ainda são apontados por especialistas como barreiras para que o Mobile Learning realmente cresça e se consolide. Dois deles merecem maior destaque.

O primeiro é o tamanho das telas e a sua usabilidade, sobretudo se considerarmos os smartphones. Pelo fato de serem muito pequenas torna-se difícil promover uma experiência de aprendizado comparável a um tablet ou PC. Outra limitação é o processamento e o tempo de resposta deste tipo de dispositivo. Dependendo do tipo de aplicação ou conteúdo que for disponibilizado o aparelho pode apresentar lentidão e comprometer o processo de aprendizado.

O segundo fator a se destacar é a obsolescência das tecnologias. Cada vez mais o que temos nas mãos se torna atrasado ou obsoleto em pouco tempo em virtude do surgimento de novas tecnologias mais avançadas. Isso pode representar um grande desafio, pois é impossível garantir que todo um público-alvo tenha a mesma geração de dispositivos, sistema operacional, etc. Outra dúvida é o investimento em software e/ou aplicativos que podem, no final das contas, apresentar uma vida útil bastante curta. Isso pode inibir o nível de investimento que as organizações farão no Mobile Learning.

E você, já teve a oportunidade de aprender através do Mobile Learning? Compartilhe suas experiências e opiniões a respeito através de comentários para este artigo.

Na próxima semana nós traremos o quarto artigo sobre as 10 macrotendências para o mercado de treinamento até 2020. O tema será mais específico: “O fim do padrão SCORM?”. Boa leitura e ótima semana!

Equipe Clarity Solutions

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