10 Dicas para um Mobile Learning de Sucesso

m-learning

 

No segundo semestre de 2013 o portal eLearningGuild publicou um vasto relatório denominado em inglês de “158 Tips on mLearning: From Planning to Implementation” (158 Dicas para o Mobile Learning: do Planejamento à Implementação).

Como 158 dicas representam assunto suficiente para muitos e muitos artigos nesse blog, nós optamos por selecionar as 10 mais relevantes na opinião da nossa equipe. Se quiser conhecer todas as 158 dicas você pode baixar o relatório completo em inglês diretamente do portal eLearningGuild.

#1 Comece Simples, Experimente e Evolua

Você não precisa se preocupar tanto, pois não é necessário (nem esperado) que o seu primeiro App ou curso Mobile seja perfeito. Comece com uma primeira versão que seja viável em termos de custos e prazos e suficientemente boa. Para evoluir nas próximas versões é fundamental obter o feedback dos usuários e melhorar o seu projeto levando em conta as respostas obtidas. Se for possível combinar esse feedback dos usuários aos dados fornecidos através de uma ferramenta de relatórios analíticos torna-se viável compreender mais profundamente o que o seu público-alvo realmente espera desse tipo de aplicação. Trata-se da regra: “Pergunte e Observe”. Portanto, voltando ao início, o mais importante que você pode fazer é começar! Não permita que funcionalidades desnecessárias impeçam ou atrasem o início desta experimentação.

#2 Considere o Contexto de Trabalho do seu Público-alvo

Avalie as condições do seu público-alvo enquanto estão trabalhando, ou seja, se o local de trabalho destas pessoas favorece o uso de dispositivos móveis. Algumas perguntas podem ajudar a mapear essas condições: o local é barulhento a ponto de não permitir que as pessoas ouçam o áudio de um dispositivo móvel? Existe acesso estável à Internet? Em um ambiente de produção as pessoas estarão com as mãos limpas e conseguirão acessar um dispositivo? Isso permitirá que o conteúdo desenvolvido realmente garanta uma experiência positiva junto ao usuário, pois a pior situação que pode ocorrer é alguém tentar acessar e usar o aplicativo ou conteúdo móvel e não obter uma experiência favorável. Portanto, lembre-se: pratique um design adequado às condições de acesso do seu público.

#3 Ao Desenvolver para Múltiplos Dispositivos aplique o “Design Responsivo”

Se você já estiver em um estágio de experimentação mais avançado do Mobile Learning considere a opção de simplificação do conteúdo e a adição de conteúdos adicionais quando houver apelo, com um comportamento dinâmico que permita a exibição ou não de acordo com o tipo de dispositivo do usuário. Tecnicamente essa não é uma atividade trivial e exigirá certo nível de conhecimento e planejamento durante a construção do curso, mas tenha certeza que com esse design responsivo você produzirá um treinamento que será bastante eficaz e impactante, não importando como este será acessado.

#4 Garanta que os participantes do curso se sintam produtivos

A psicologia do público-alvo sempre desempenhará um papel importante sobre como eles se sentem diante de um conteúdo de treinamento. Isso se aplica em qualquer contexto: treinamento presencial, e-Learning ou m-Learning. Todos nós sabemos que as pessoas gostam de se sentir úteis e produtivas quando estão no ambiente de trabalho. Nesse sentido desenhe o seu curso para que as pessoas percebam claramente a sua evolução dentro dele e tenham a sensação de que etapas estão sendo vencidas, como itens de uma lista de tarefas que estão sendo marcadas como concluídas ao longo do curso.

#5 O “M” é de Multi e não de Mobile

Essa é uma afirmação bastante interessante, pois se pensarmos que a tecnologia Mobile já está incorporada no cotidiano das pessoas, o uso da palavra “Multi” pode realmente mudar a perspectiva quando o assunto é m-Learning. Ao pensar e desenhar o m-Learning lembre-se como e porque as pessoas acessarão o conteúdo. Dispositivos e telas diferentes podem suportar distintas formas de aprendizado. Os smartphones, por exemplo, são ótimas opções quando o m-Learning estiver focado em suporte ao desempenho. PC´s, notebooks e até tablets permitem uma experiência mais abrangente e formas de aprendizado mais complexas. Em alguns casos, criar programas compostos por um design adequado para cada dispositivo e de modo que esses se complementem em termos de aprendizado pode ser a melhor estratégia a adotar.

#6 A Arte de Desenhar o m-Learning através do Toque

Muito do que se ouve sobre como desenhar e desenvolver para a experiência por toque através de dispositivos móveis está errado, desatualizado ou representa a opinião pessoal de alguém. Até mesmo quando buscamos a literatura de fornecedores sobre seus dispositivos para orientar os desenvolvedores encontramos dados superficiais e pouco relevantes. Por outro lado, existem pessoas trabalhando para pesquisar e explorar mais a fundo estratégias bem sucedidas para desenhar e implementar a experiência de aprendizado através do toque. Seguem algumas dicas propostas:

  1. Os alvos para toque dentro de um conteúdo precisam ser grandes o suficiente para serem tocados pelos dedos do usuário e detectados pelo sensor do aparelho. A recomendação de especialistas é que esses alvos tenham no mínimo 6mm e preferencialmente 8mm. Não existe a necessidade de construir botões, listas ou outros recursos maiores do que 15 mm na sua menor dimensão.
  2. Tenha certeza de que os seus usuários não se atrapalhem ao tocar nas áreas de toque do conteúdo garantindo um espaçamento suficiente entre elas. Medindo a partir do centro de uma área de toque, garanta um distanciamento mínimo de 8mm e se possível de 10mm até outra área ou objeto de toque.

#7 Domine o mundo do Suporte ao Desempenho

É muito comum observar designers instrucionais que pensam em si mesmos como provedores de soluções de treinamento e que assumem que ações de suporte ao desempenho são de responsabilidade de outras pessoas. O Mobile Learning consiste em auxiliar e suportar o aprendiz no momento em que ele necessita de ajuda, o que é a essência do suporte ao desempenho. Isso significa na prática, que todos os designers instrucionais deveriam assumir esse novo papel como provedores de soluções para suporte ao desempenho, ou caso contrário, alguém mais ocupará esse espaço.

#8 Permita e Promova a Interação em Rede

Todos os dias nós conversamos, trabalhamos e aprendemos com outras pessoas. A experiência de aprendizado coletiva representa como o nosso mundo funciona e o mesmo se aplica às experiências por meio de ferramentas digitais. Permita que seus usuários acessem o seu conteúdo Mobile e compartilhe-o por e-mail, SMS, MMS, Facebook, Twitter ou o que quer que esteja disponível. Adotando essa flexibilidade, o que é relativamente fácil de construir em aplicativos ou conteúdos Mobile, você permitirá que o usuário utilize e promova o seu produto digital como ele já está acostumado a fazer naturalmente no seu dia a dia.

#9 Segmente os seus vídeos para m-Learning

Lembre-se do contexto da experiência Mobile: interrupções, problemas de conectividade, tamanho da tela, limitações dos navegadores (browsers), etc. Uma importante recomendação no que diz respeito ao uso de vídeos é a segmentação do mesmo em breves clipes que não ultrapassem 5 minutos, o que garante que os arquivos permaneçam pequenos para download (cerca de 4MB). Outra recomendação é facilitar a localização dos vídeos pelo usuário, sobretudo se você disponibilizar um acervo vasto de conteúdos. É fundamental que exista uma forma fácil de buscar, localizar e reproduzir esses tipos de conteúdos pelo usuário no momento em que ele precisar. Lembre-se sempre que os usuários não estarão dispostos a investir muito tempo no seu conteúdo através de um dispositivo Mobile.

#10 Trabalhe com Métricas e Medições

É recomendado planejar o uso de mecanismos para medir o nível do sucesso da sua iniciativa Mobile. Existem várias alternativas disponíveis e que podem ser integradas (Flurry, Google Analytics, Omniture, entre outras). É importante medir as estatísticas de tráfego, visualizar quem está compartilhando e promovendo o seu conteúdo e o mais importante: identificar os padrões de comportamento dos usuários enquanto estão acessando do seu conteúdo.

Fonte: eLearningGuild

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